
- A raiz do mal é uma espécie de preguiça de existir e de sentir. Um pavor de entrar em contato com a própria luz. Uma fuga do instante. Querer fugir do momento, ou manipular a existência, adquire duas formas lógicas: desejar o que não se tem e rejeitar o que se tem. Eis os dois venenos do espírito: a cobiça e a agressão, o desejo e a cólera. Mas note que ambos decorrem do veneno original, o “primeiro motor” do mal: a intenção de se ausentar, a recusa de sentir o que se tem presente. É em conseqüência dessa recusa que começamos a ler as energias da vida como irritação e falta, problemas a resolver, e que a existência passa a ser uma corrida desvairada fora do instante, uma sede infinita, um querer viver que nada mais é do que um que- rer morrer. E assim nos tornamos mortos-vivos.
IN: "O
Fogo Liberador"

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