O que te
irrita no outro não é necessariamente aquilo que está em você (projeção, função espelho), mas é uma mera questão de não aceitar que o outro possa ser diferente
de você. E esse "ser diferente", inclui ele ser grosseiro,
desrespeitoso, cruel, mentiroso, tudo!
É aí que
entra o egoísmo: você se coloca como parâmetro sobre o que é certo e errado,
bom ou mal, etc. para o outro - e, "outro" aqui é tudo aquilo que não
é você, o "não-eu".
E então
você diz: "Mas eu não sou assim; sou delicado, afetuoso, bom, gentil, por
que ele não é assim como eu"?
Porque ele
é diferente, e não porque ele é errado, inadequado ou anti-ético...
É isso que
faz você sofrer. Então veja: a causa do teu sofrimento em relação ao
comportamento do outro, não está nele, mas está em você.
Quando
você começa a perceber isso, fica fácil parar de sofrer ante o comportamento do
outro, pois, simplesmente você passa a aceitar que o outro tem o direito de ser
como ele é, assim como você tem o direito de ser como você é.
Logo, o
motivo que leva você a se incomodar e sofrer com o comportamento do outro é a
NÃO ACEITAÇÃO de si mesmo, pois, se você se auto-aceitasse COMO você é,
certamente você daria liberdade para o outro ser como ele é, e desse modo
viveria em paz.
Por isso
que o mandamento é "amar ao próximo COMO A SI MESMO". Mas você não se
aceita, não se ama, não se respeita, logo, não aceita, não ama, e nem respeita
a maneira de ser do outro.
E nisso se resume todo o mal da humanidade: em não reconhecer que o outro é DIFERENTE. Você é diferente. Não existem dois narizes iguais. O meu nariz não é torto, feio, grande demais, ele é apenas um nariz diferente.
Assim
também, em termos de comportamento e valores, o teu certo é o TEU certo e não o
meu. O que é bom para você, pode não ser bom para mim; o que é belo para você,
pode não ser para outro e assim por diante.
Você quer
UNIFORMIDADE, uma uniformidade partindo de você como parâmetro e é essa a razão
do teu sofrimento. Mas todos também pensam assim como você, ou seja, desejam a
uniformidade tendo a si mesmos como a "medida de todas as coisas". É
a opção pela uniformidade que te leva a sofrer.
Quando
você faz a opção pela UNIVERSALIDADE, você pára de sofrer, porque não se coloca
mais como parâmetro para julgar o outro e dizer a ele como ele deve ser e se
comportar. Como UNIVERSALISTA, você reconhece que você não tem competência
para:
- viver
pelo outro
- achar pelo outro
- pensar pelo outro
- sentir pelo outro
- decidir pelo outro
- achar pelo outro
- pensar pelo outro
- sentir pelo outro
- decidir pelo outro
- saber de
você
- achar por você
- pensar por você
- sentir por você
- decidir por você
- achar por você
- pensar por você
- sentir por você
- decidir por você
Há dois
tipos de egoísmo:
1-
Impositivo: achar que você tem competência para viver, pensar, sentir, agir e
decidir pelo outro
2-
Submisso: submeter-se ao outro para agradar, para posar de bonzinho, permitindo
que ele se arrogue o direito de ter competência para viver, pensar, sentir,
agir e decidir por você.
Esses dois
tipos de egoísmo são a fonte de todos os males neste planeta.
Egoísmo =
desejo de Uniformidade = não eu: gera sofrimento e auto-fracasso.
Autoísmo =
desejo de Universalidade = eu sou diferente, ele é diferente: conduz ao
bem-viver e a auto-realização.
Viu como é
fácil? Quando você faz a opção pelo Viver Egoísta, gera sofrimento e
auto-fracasso na tua vida.
Quando
você opta pelo Viver Autoísta, naturalmente você se conduz ao bem viver e à
auto-realização.


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