“O
idealista, assim como o eclesiástico, carrega todos os grandes conceitos em sua
mão (e não apenas em sua mão!); os lança com um benevolente desprezo contra o
“entendimento”, os “sentidos”, a “honra”, o “bem viver”, a “ciência”; vê tais
coisas abaixo de si, como forças perniciosas e sedutoras, sobre as quais “o
espírito” plana como a coisa pura em si, como se a humildade, a castidade, a
pobreza, em uma palavra, a santidade, não tivessem causado muito mais dano à vida que quaisquer
outros horrores e vícios… O puro espírito é a pura mentira… Enquanto o padre,
esse negador, caluniador e envenenador da vida por profissão for aceito como
uma variedade de homem superior, não poderá haver resposta à pergunta: Que é a
verdade? A verdade já foi posta de cabeça para baixo quando o advogado do nada
foi confundido com o representante da verdade”
Friedrich Nietzsche



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