"[...] és moço e desejas filhos e casamento. Mas eu te pergunto: Serás tu um homem que tenha o direito de desejar um filho?
És tu o vitorioso, o dominador de ti mesmo, o dono dos sentidos, o senhor de tuas virtudes? É isto que te pergunto.
Ou o que fala em teu desejo é o animal e a necessidade? Ou a solidão? Ou a insatisfação consigo mesmo?
Eu quero que a tua vitória e tua liberdade suspirem por um filho. Deves erigir monumentos vivos à tua vitória e à tua libertação.
Deves construir algo superior a ti, para mais além do que tu. Mas é preciso, assim o desejo, que antes tenhas construído a ti mesmo, bem moldado de corpo e alma.



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