sexta-feira, 24 de abril de 2015

Poder Pessoal: o poder da organização pessoal

A organização pessoal é a habilidade de manter a ordem e seguir com facilidade sequências planejadas de ações.

Apesar de vermos a auto-organização somente como algo relacionado ao mundo físico, como a organização básica do local em que vivemos e trabalhamos, por exemplo, a organização pessoal se expande ainda para os níveis mental e emocional (explico mais sobre esses três níveis de organização em meu livro Planejamento Estratégico Pessoal).
A organização física, ou seja, a capacidade de se manter organizado com seus objetos, sua papelada e seus compromissos, é apenas a ponta do iceberg da organização interna. Nosso mundo mental e emocional impacta com muito mais força a nossa capacidade de organização na vida cotidiana do que qualquer técnica puramente física para ordenação dos compromissos e objetos pessoais.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Sete desculpas esfarrapadas para a procrastinação


1- “Eu não preciso fazer isso agora…”
O grande pai de todas as desculpas para a procrastinação. Tão sedutora porque é tão verdadeira. Há muitas coisas que realmente não precisamos fazer naquele momento em que estamos tentando achar uma desculpa para procrastinar, mas muitas dessas coisas que não somos “obrigados” a fazer, fazem a maior diferença dos resultados que acabamos obtendo na vida.

Quando damos essa desculpa, o que estamos realmente dizendo é: “Eu não quero fazer isso, e estou secretamente esperando ou que o problema vá embora ou que eu, eventualmente, me sinta motivado a resolvê-lo”. Muitos de nós usam essa desculpa sabendo que estamos procrastinando – esperando por aquela onda de animação e adrenalina que nos fará passar a noite acordados e terminar, com “sucesso”, a tempo. Outras frases comuns incluem: “Tem bastante tempo” e “Eu posso fazer amanhã”.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Da consideração de si mesmo


  1. O homem interior antepõe o cuidado de si a todos os outros cuidados, e quem se ocupa de si com diligência facilmente deixa de falar dos outros. Nunca serás homem espiritual e devoto, se não calares dos outros, atendendo a ti próprio com especial cuidado. Se de ti só cuidares, pouco te moverá o que se passa por fora. Onde estás, quando não estás contigo? E, depois de tudo percorrido, que ganhaste se esqueceste a ti mesmo? Se queres ter paz e verdadeiro sossego, é preciso que tudo mais dispenses, e a ti só tenhas diante dos olhos. 
        Tomás de Kempis, IN: "Imitação de Cristo", livro II, cap. 5-2

quinta-feira, 5 de março de 2015

Como manter o foco em um mundo cheio de distrações



Essa é uma pergunta que eu recebo frequentemente. Contudo, minha resposta às vezes surpreende o interlocutor. As pessoas geralmente esperam ouvir um amontoado de dicas, técnicas e práticas recomendadas para aumentar a produtividade e potencializar o foco. Essas ideias ajudam, mas na raiz da distração, existe uma coisinha muito mais ordinária: sua própria vontade.
Nós somos livres para fazermos o que quisermos. Se escolhemos a distração ao invés da responsabilidade, a culpa é nossa!
Ninguém sofre de “falta de foco” como se isso fosse ser uma doença. Distração não é um vírus que infecta sorrateiramente o hospedeiro e o torna incapaz de lutar contra sua força. É claro que todo mundo sabe disso, mas então porque as pessoas se comportam como se não tivessem forças para lutar contra as distrações que as “atrapalham tanto”? Por que as pessoas se fazem de bobas quando tentam explicar porque tiveram tanto tempo e não fizeram nada com ele?

terça-feira, 3 de março de 2015

Agora é greve geral!


Atenção, Passageiros da Nave Terra!
Esta mensagem é uma convocação explícita e urgente à greve geral que será iniciada a partir de agora — deste agora, o único tempo que existe.

Em virtude de incontáveis reflexões feitas em meditações, exercícios individuais e coletivos, celebrações, reuniões, encontros e orações, nos diversos pontos do planeta, definimos que não passaremos mais um dia sequer como reféns da situação vigente!

Estamos cansados… de sermos assim!

Estamos cheios… de medo!

Estamos fartos… de culpa!

Estamos indignados… com a existência indigna que nós mesmos nos impusemos!

Somos massacrados… pela deprimente conversa interna que geramos em nossas mentes!

BASTA!
Não aceitaremos mais o padrão da sobrevivência. Daqui para frente, o lema é SUPERVIVER! 

Nos colocamos no nosso melhor ponto de crescimento, agrupados em ULs – Unidades de Luz – junto às individualizações vegetais, animais-irmãs, minerais e elementos para empreender o maior movimento de mudança de todos os tempos, não poupando nenhum tipo de esforço individual para conseguirmos nosso objetivo!

domingo, 1 de março de 2015

A recusa do momento presente e suas consequências

  • A raiz do mal é uma espécie de preguiça de existir e de sentir. Um pavor de entrar em contato com a própria luz. Uma fuga do instante. Querer fugir do momento, ou manipular a existência, adquire duas formas lógicas: desejar o que não se tem e rejeitar o que se tem. Eis os dois venenos do espírito: a cobiça e a agressão, o desejo e a cólera. Mas note que ambos decorrem do veneno original, o “primeiro motor” do mal: a intenção de se ausentar, a recusa de sentir o que se tem presente. É em conseqüência dessa recusa que começamos a ler as energias da vida como irritação e falta, problemas a resolver, e que a existência passa a ser uma corrida desvairada fora do instante, uma sede infinita, um querer viver que nada mais é do que um que- rer morrer. E assim nos tornamos mortos-vivos.



IN: "O Fogo Liberador"

sábado, 28 de fevereiro de 2015

SEUS PROBLEMAS ACABARAM! - Egoísmo ou Autoísmo? Faça a sua escolha...

O que te irrita no outro não é necessariamente aquilo que está em você (projeção, função espelho), mas é uma mera questão de não aceitar que o outro possa ser diferente de você. E esse "ser diferente", inclui ele ser grosseiro, desrespeitoso, cruel, mentiroso, tudo!

É aí que entra o egoísmo: você se coloca como parâmetro sobre o que é certo e errado, bom ou mal, etc. para o outro - e, "outro" aqui é tudo aquilo que não é você, o "não-eu".

E então você diz: "Mas eu não sou assim; sou delicado, afetuoso, bom, gentil, por que ele não é assim como eu"?

Porque ele é diferente, e não porque ele é errado, inadequado ou anti-ético...

É isso que faz você sofrer. Então veja: a causa do teu sofrimento em relação ao comportamento do outro, não está nele, mas está em você.

Quando você começa a perceber isso, fica fácil parar de sofrer ante o comportamento do outro, pois, simplesmente você passa a aceitar que o outro tem o direito de ser como ele é, assim como você tem o direito de ser como você é.

Logo, o motivo que leva você a se incomodar e sofrer com o comportamento do outro é a NÃO ACEITAÇÃO de si mesmo, pois, se você se auto-aceitasse COMO você é, certamente você daria liberdade para o outro ser como ele é, e desse modo viveria em paz.

Por isso que o mandamento é "amar ao próximo COMO A SI MESMO". Mas você não se aceita, não se ama, não se respeita, logo, não aceita, não ama, e nem respeita a maneira de ser do outro.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Mas para quê me comparar com uma flor?



Mas para quê me comparar com uma flor, se eu sou eu
E a flor é a flor?

Ah, não comparemos coisa nenhuma; olhemos

Deixemos analogias, metáforas, símiles
Comparar uma coisa com outra é esquecer essa coisa
Nenhuma coisa lembra outra se repararmos para ela
Cada coisa só lembra o que é
E só é o que nada mais é
Separa-a de todas as outras o abismo de ser ela
( e as outras não serem ela)
Tudo é nada sem outra coisa que não é

O quê? Valho mais que uma flor

Porque ela não sabe que tem cor e eu sei
Porque ela não sabe que tem perfume e eu sei
Porque ela não tem consciência de mim e eu tenho consciência dela?

Mas o que tem uma coisa com a outra

Para que seja superior ou inferior a ela?
Sim, tenho consciência da planta e ela não a tem de mim
Mas se a forma de ter consciência é ter consciência, que há nisso?

A planta se falasse, podia dizer-me: e o teu perfume?

Podia dizer-me: tu tens consciência porque ter consciência é uma qualidade humana

E eu não tenho consciência porque sou flor, não sou homem.

Tenho perfume e tu não tens, porque sou flor...


Alberto Caeiro (Fernando Pessoa) 




quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Sobre o bem e o mal

"Quando o rico tira um pertence ao pobre (por exemplo, um príncipe que tira a amante ao plebeu), então gera-se um erro no pobre; este acha que aquele tem de ser absoluta­mente infame, para lhe tirar o pouco que ele tem. Mas aquele não sente de modo algum tão profunda­mente o valor de um único pertence, porque está ha­bituado a ter muitos: portanto, não se pode transpor para o espírito do pobre e não comete tal uma injustiça tão grande como este julga. Ambos têm um do outro uma concepção errada. A injustiça do poderoso, a que mais indigna na História, não é assim tão grande como parece. O mero sentimento hereditário de ser um ser superior, com direitos superiores, torna uma pessoa bastante fria e deixa-lhe a consciência tranquila: até todos nós, se a distância entre nós e um outro ente for muito grande, já não sentimos absolutamente nada de injusto e matamos um mosquito, por exemplo, sem qualquer remorso. 
Assim, não é sinal de maldade em Xerxes (a quem mesmo todos os Gregos descrevem como eminente­mente nobre) quando ele tira a um pai o seu filho e o manda esquartejar, porque este havia manifestado uma inquieta e ominosa desconfiança em relação a toda a expedição militar: neste caso, o indivíduo é eliminado como um insecto desagradável, ele está demasiado baixo para poder provocar por mais tempo sentimentos importunos num soberano universal. Sim, nenhum homem cruel é cruel na medida em que o maltratado julga; a sua noção da dor não é a mesma que o sofrimento deste. Passa-se o mesmo com o juiz injusto, com o jornalista que, com pequenas desonestidades, desorienta a opinião pública. Causa e efeito estão, em todos estes casos, rodeados por grupos de sentimentos e de pensamentos diferentes; enquanto que, involuntariamente, se pressupõe que réu e queixoso pensam e sentem da mesma maneira e, em conformidade com esse pressuposto, se mede a culpa de um pelo sofrimento do outro".
Friedrich Nietzsche 

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Egoísmo e Altruísmo em Friedrich Nietzsche





Não pode haver acções que não sejam egoístas. Palavras como «instinto altruísta» soam aos meus ouvidos como machadadas. Bem gostaria eu que alguém tentasse demonstrar a possibilidade de actos desses! O povo e quem se lhe assemelha é que acredita que eles existem. Também há quem creia que o amor maternal e o amor carnal são sentimentos altruístas!
É um erro histórico supor que os povos sempre equipararam o sentido de egoísmo e de altruísmo ao de bem e de mal. Bem mais antiga é a concepção de lícito e ilícito, respectivamente como bem e mal, em conformidade com o cumprimento ou falta de cumprimento dos costumes. 

Friedrich Nietzsche - IN: "Vontade de Potência"


O egoísta e o altruísta

Um egoísta e um altruísta saíram para almoçar juntos.
Quando chegaram ao restaurante e a comida foi servida, havia dois bifes: um maior, e outro menor.
O altruísta se antecipou e disse ao egoísta:
- "Por favor, escolha o seu bife"
E o egoísta, cheio de fome e de alegria por escolher primeiro, foi lá e pegou o bife maior, não demonstrando em seu semblante qualquer arrependimento ou remorso por fazer esta escolha.
O altruísta ficou furioso, e bradou colérico:
- "Poxa! Mas você foi pegar logo o maior? Que falta de educação!"
E o egoísta perguntou para ele:
- "Mas, se você escolhesse primeiro, qual bife você iria pegar?
- "O menor, é claro - respondeu o altruísta ainda sobressaltado...
E o egoísta então arrematou:
- "Então amigo, cada qual fez a sua escolha, por que você está reclamando"?


Adaptação de Renato Pir (Máscaras de Deus) 

O que é a verdade?

“O idealista, assim como o eclesiástico, carrega todos os grandes conceitos em sua mão (­e não apenas em sua mão!); os lança com um benevolente desprezo contra o “entendimento”, os “sentidos”, a “honra”, o “bem viver”, a “ciência”; vê tais coisas abaixo de si, como forças perniciosas e sedutoras, sobre as quais “o espírito” plana como a coisa pura em si, como se a humildade, a castidade, a pobreza, em uma palavra, a santidade, não tivessem causado muito mais dano à vida que quaisquer outros horrores e vícios… O puro espírito é a pura mentira… Enquanto o padre, esse negador, caluniador e envenenador da vida por profissão for aceito como uma variedade de homem superior, não poderá haver resposta à pergunta: Que é a verdade? A verdade já foi posta de cabeça para baixo quando o advogado do nada foi confundido com o representante da verdade”

Friedrich Nietzsche



terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Da vida interior - Tomás de Kempis



Oh! Como é bom, para viver em paz, calar dos outros, não crer tudo indiferentemente, nem repeti-lo logo a outrem; abrir-se a poucos e buscar sempre a vós, o perscrutador do coração; não se mover com qualquer sopro de palavra, mas desejar que todas as coisas exteriores e interiores se façam conforme o beneplácito da vossa vontade. Que meio seguro para conservar a divina graça, fugir do que cai na vista dos homens, e não desejar o que possa granjear-nos a admiração dos homens, antes procurar, com toda solicitude, o que serve para emenda da vida e fervor da alma! A quantos prejudicou a virtude divulgada e prematuramente elogiada! Quanto proveito, porém, traz conservar a graça do silêncio, durante esta vida tão frágil, que não é mais que contínua tentação e peleja! 

Tomás de Kempis - IN: "Imitação de Cristo", cap. 45-5



segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Construir a si mesmo



"[...] és moço e desejas filhos e casamento. Mas eu te pergunto: Serás tu um homem que tenha o direito de desejar um filho? 
 
És tu o vitorioso, o dominador de ti mesmo, o dono dos sentidos, o senhor de tuas virtudes? É isto que te pergunto.
 
Ou o que fala em teu desejo é o animal e a necessidade? Ou a solidão? Ou a insatisfação consigo mesmo?
 
Eu quero que a tua vitória e tua liberdade suspirem por um filho. Deves erigir monumentos vivos à tua vitória e à tua libertação. 
 
Deves construir algo superior a ti, para mais além do que tu. Mas é preciso, assim o desejo, que antes tenhas construído a ti mesmo, bem moldado de corpo e alma.

[...] Deves criar um corpo superior, um movimento primeiro, uma roda que gire por si própria. É um criador o que deves criar."

Friedrich Nietzsche - IN: "Assim Falava Zaratustra"



domingo, 22 de fevereiro de 2015

O Quebrador de Pedras

Era uma vez um simples quebrador de pedras que estava insatisfeito consigo mesmo e com sua posição na vida.
Um dia ele passou em frente a uma rica casa de um comerciante. Através do portal aberto, ele viu muitos objetos valiosos e luxuosos e importantes figuras que freqüentavam a mansão.
Quão poderoso é este mercador!” pensou o quebrador de pedras. Ele ficou muito invejoso disso e desejou que ele pudesse ser como o comerciante.
Para sua grande surpresa ele repentinamente tornou-se o comerciante, usufruindo mais luxos e poder do que ele jamais tinha imaginado, embora fosse invejado e detestado por todos aqueles menos poderosos e ricos do que ele. Um dia um alto oficial do governo passou à sua frente na rua, carregado em uma liteira de seda, acompanhado por submissos atendentes e escoltado por soldados, que batiam gongos para afastar a plebe. Todos, não importa quão ricos, tinham que se curvar à sua passagem.
Quão poderoso é este oficial!” ele pensou. “Gostaria de poder ser um alto oficial!
Então ele tornou-se o alto oficial, carregado em sua liteira de seda para qualquer lugar que fosse, temido e odiado pelas pessoas à sua volta. Era um dia de verão quente, e o oficial sentiu-se muito desconfortável na suada liteira de seda. Ele olhou para o Sol. Este fulgia orgulhoso no céu, indiferente pela sua reles presença abaixo.
Quão poderoso é o Sol!” ele pensou. “Gostaria de ser o Sol!