sexta-feira, 7 de novembro de 2014

LIVRE-ARBÍTRIO OU ESCOLHAS MAIS OU MENOS LIVRES?


Ao invés de falar de Livre-arbítrio, vamos falar neste texto, de Escolhas. Nas definições e conceituações dos dicionários, livre-arbítrio quer dizer "livre-escolha".

Contudo, sabemos que nossas escolhas não são livres: elas são condicionadas por uma série de fatores como medo, falta de conhecimento sobre o objeto da escolha, opiniões alheias e principalmente falta de experiência em certas escolhas.

A partir disso, muitos defensores do determinismo asseveram que, por isso mesmo, não temos livre-arbítrio, ou seja, não agimos com livre-escolha, logo, não há culpas e nem culpados, pois não somos responsáveis por nossas escolhas, uma vez que elas são condicionadas.

Há pessoas que, quando uma escolha é bem sucedida, atribuem a deus, à sorte, aos espíritos, e quando uma escolha é feita e resulta em frustração, aí a pessoa se culpa, dizendo que ela foi a responsável pela escolha. E há o contrário também: pessoas que atribuem à sua perspicácia, experiência e inteligência, o fazer uma boa escolha, mas que, quando a escolha resulta em decepção, e não raro, em sofrimento, aí a culpa é de deus e da sorte: 'foi deus que quis assim'; 'não era para ser meu', e assim por diante.


Então de duas uma, pois não pode haver deus e as circunstâncias escolhendo por você quando dá certo, e ao contrário, deus escolhendo por você quando dá errado, pois, poderíamos perguntar, por que num caso é deus, é o acaso, é a sorte que escolhe e noutro caso é você? Ou é você que está escolhendo tanto para bem quanto para mal, ou não é! Com argumentou o astrofísico Stephen Hawking - numa crítica ao "Gato vivo-morto" de Schorödinger" - "ou o gato está vivo ou está morto", não pode existir um gato vivo e morto ao mesmo tempo.

Assim, é você o tempo todo quem faz as suas escolhas. Mas elas nunca são livres, pois, todos aqueles fatores de condicionamentos já citados acima não permitem que você faça uma livre-escolha. E se não há livre-escolha, não há livre-arbítrio.

Como então falar de livre-arbítrio? Será que um dia poderemos afinal, fazer escolhas livres e com isso exercer o nosso livre-arbítrio?

É muito difícil responder a essa questão, mas algo que se nos afigura óbvio é que, com a experiência, e também com consciência, cada vez mais passamos a fazer escolhas subsequentemente mais livres.


E como se adquire essa experiência? Errando, equivocando-se... Não há outra maneira de adquirir experiência senão errando e aprendendo com os próprios erros. Claro que as pessoas que já passaram por experiências similares às que estamos passando sempre nos podem auxiliar neste processo de tomar decisões, de fazer escolhas. Mas levar em conta neste processo somente a experiência do outro, como ensinamento, é fazer escolhas de maneira condicionada.

Logo, faz parte do processo de fazer escolhas, errar, equivocar-se, e assim, sempre mais, de erro em erro, de equívoco em equívoco, vamos ganhando experiência para fazer escolhas progressivamente mais livres.


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