sábado, 29 de novembro de 2014

COMO DESENVOLVER A EXCELÊNCIA PESSOAL

A excelência pessoal não é algo que se atinge ou se conquista, mas, sim, uma postura pessoal, um “jeito de ser”. Ou você preza a qualidade absoluta em suas ações ou você parte do princípio de que “bom o suficiente” está de bom tamanho. A pessoa naturalmente excelente busca a qualidade máxima sem ser perfeccionista.
Como tocamos nesse assunto, vamos começar por esclarecer a diferença entre excelência e perfeccionismo. Nem sempre a pessoa que preza a qualidade e busca sempre o melhor é perfeccionista, apesar de muitas vezes ser reconhecida como tal.
O perfeccionismo é uma patologia, um distúrbio, assim como a ansiedade ou a timidez. O perfeccionista é paranoico com a ideia de que a não ser que sua manifestação seja perfeita, os outros não irão aprová-lo e aceitá-lo. O perfeccionista se importa, em primeiro lugar, com a opinião alheia e essa já é a primeira diferença para com o perfil de excelência.
A pessoa que preza a excelência procura sempre dar o melhor de si e obter resultados no mais alto nível possível, mas ela faz isso para si mesma, não para os outros. O ponto chave aqui é que a pessoa com perfil excelente não se estressa e não sente ansiedade com a possibilidade de seus resultados não serem perfeitos, ao passo que o perfeccionista, uma vez que faz tudo esperando aprovação alheia, sofre com o fantasma da rejeição.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

A CULTURA DA MEDIOCRIDADE E O SUCESSO PESSOAL


Desde pequenos somos paranoicos com normalidade. Faz parte do instinto humano de sobrevivência a vontade de pertencer a um grupo e ser aceito por ele. Isso é observado desde as comunidades indígenas até o ambiente corporativo.

Seres humanos se organizam em grupos em que os iguais são aceitos e os diferentes são rejeitados. Morremos de medo na infância e na adolescência de sermos rejeitados por nossos coleguinhas e nos esforçamos ao máximo para sermos normais dentro do grupo com que nos identificamos. Qualquer traço diferente, seja físico, psicológico ou cultural (como um sotaque diferente), faz com que o grupo inicie um movimento coletivo de rejeição, daí o efeito bullying, tão comum nas escolas.

Na vida adulta, em nome da decência e do respeito para com nossos semelhantes, nos contemos e não tiramos sarro dos diferentes, nem os excluímos como fazíamos (ou sofríamos) quando jovens.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Sintomas de bem e mal estar: desista da busca


AUTO CONHECIMENTO
Auto conhecimento é buscar conhecer-se, segundo as diversas tradições espiritualistas e escolas de psicologia de todos os tempos.
Mas não é só isso. Mais do que saber quem ou o que você é, o trabalho de auto conhecimento consiste em resolver um problema, digamos, interno, ou seja, buscar a causa daquilo que lhe está fazendo sofrer. 

Assim como o técnico em informática busca as causas do problema que está impedindo o computador de funcionar corretamente, você busca, pelo trabalho do auto conhecimento, as causas que estão originando o seu mau viver. Mau viver é tudo aquilo que não lhe deixa viver em paz: insatisfação, medo, frustração, angústia, pré-ocupação, ansiedade, impaciência, enfim, a lista é infinita...



MAL VIVER É SINTOMA
As pessoas em geral confundem todos esses fatores citados acima como CAUSA do sofrimento. Mas mal viver, viver com medo, ansiedade e insatisfação é SINTOMA. É efeito e não causa.
Se o corpo adoece, acometido de um certo mal, logo surgem os sintomas. Se é uma gripe, os sintomas são mal estar, nariz entupido, espirros, febre. Não são essas coisas que estão causando a gripe. É a gripe que está causando esses sintomas. 

É partir dos efeitos que se remontam às causas, reza um velho ditado espiritualista.
Assim, do mesmo modo, se há um sofrimento moral como angústia, medo, ansiedade, tudo isso são SINTOMAS, são efeitos, e não causa. 

Cabe então buscar o que está causando, provocando esses sintomas.
Não vamos complicar aqui, dizendo que a causa é o seu egoísmo, as escolhas que você faz, que a causa é você, em uma palavra – se bem que é!

Do mesmo modo que há o termômetro que, em medindo a temperatura do corpo identifica que o paciente está com gripe, pois esse sintoma da gripe leva a identificá-la como causa da febre, há também um termômetro, que não falha, na identificação dos sintomas que está fazendo você viver mal.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

LIVRE-ARBÍTRIO OU ESCOLHAS MAIS OU MENOS LIVRES?


Ao invés de falar de Livre-arbítrio, vamos falar neste texto, de Escolhas. Nas definições e conceituações dos dicionários, livre-arbítrio quer dizer "livre-escolha".

Contudo, sabemos que nossas escolhas não são livres: elas são condicionadas por uma série de fatores como medo, falta de conhecimento sobre o objeto da escolha, opiniões alheias e principalmente falta de experiência em certas escolhas.

A partir disso, muitos defensores do determinismo asseveram que, por isso mesmo, não temos livre-arbítrio, ou seja, não agimos com livre-escolha, logo, não há culpas e nem culpados, pois não somos responsáveis por nossas escolhas, uma vez que elas são condicionadas.

Há pessoas que, quando uma escolha é bem sucedida, atribuem a deus, à sorte, aos espíritos, e quando uma escolha é feita e resulta em frustração, aí a pessoa se culpa, dizendo que ela foi a responsável pela escolha. E há o contrário também: pessoas que atribuem à sua perspicácia, experiência e inteligência, o fazer uma boa escolha, mas que, quando a escolha resulta em decepção, e não raro, em sofrimento, aí a culpa é de deus e da sorte: 'foi deus que quis assim'; 'não era para ser meu', e assim por diante.


Então de duas uma, pois não pode haver deus e as circunstâncias escolhendo por você quando dá certo, e ao contrário, deus escolhendo por você quando dá errado, pois, poderíamos perguntar, por que num caso é deus, é o acaso, é a sorte que escolhe e noutro caso é você? Ou é você que está escolhendo tanto para bem quanto para mal, ou não é! Com argumentou o astrofísico Stephen Hawking - numa crítica ao "Gato vivo-morto" de Schorödinger" - "ou o gato está vivo ou está morto", não pode existir um gato vivo e morto ao mesmo tempo.

Assim, é você o tempo todo quem faz as suas escolhas. Mas elas nunca são livres, pois, todos aqueles fatores de condicionamentos já citados acima não permitem que você faça uma livre-escolha. E se não há livre-escolha, não há livre-arbítrio.

Como então falar de livre-arbítrio? Será que um dia poderemos afinal, fazer escolhas livres e com isso exercer o nosso livre-arbítrio?

É muito difícil responder a essa questão, mas algo que se nos afigura óbvio é que, com a experiência, e também com consciência, cada vez mais passamos a fazer escolhas subsequentemente mais livres.


E como se adquire essa experiência? Errando, equivocando-se... Não há outra maneira de adquirir experiência senão errando e aprendendo com os próprios erros. Claro que as pessoas que já passaram por experiências similares às que estamos passando sempre nos podem auxiliar neste processo de tomar decisões, de fazer escolhas. Mas levar em conta neste processo somente a experiência do outro, como ensinamento, é fazer escolhas de maneira condicionada.

Logo, faz parte do processo de fazer escolhas, errar, equivocar-se, e assim, sempre mais, de erro em erro, de equívoco em equívoco, vamos ganhando experiência para fazer escolhas progressivamente mais livres.


quarta-feira, 5 de novembro de 2014

VITIMISMO E FRACASSO PESSOAL



Anda deprimida por falta de namorado? Os amigos já não lhe dão a atenção que você merece? Nada dá certo? Por mais que se esforce tudo e todos estão sempre contra você? Aconteceram coisas que destruíram a sua felicidade? Foi perseguido? Comeu o pão que o diabo amassou? Passou por cima de tudo e de todos para chegar onde está e ser o que é?
Então você é a vítima deste mundo!

Quer achar que você é uma fracassada? Quer achar que você é uma rejeitada? Que você não teve nada do que quis?

Mas as condições estão aí. Não é o mundo e as circunstâncias que criam as condições. É você que cria as próprias condições para o sucesso pessoal.

Vitimismo e fracasso sempre andaram de mãos dadas. Você é vítima porque é confortável essa posição. É mais fácil atribuir à vida, às pessoas que não gostam de você, às circunstâncias e às situações, do que admitir que você não foi até o fim, ou que sequer tentou!

Dizem que o pior fracasso é desistir. Mas pior que desistir, é nunca tentar e mais que isso, criar teorias, paradigmas filosóficos para se colocar na posição de vítima e justificar o próprio fracasso pessoal.


terça-feira, 4 de novembro de 2014

CAUSA E EFEITO - VOCÊ CONSTRUINDO A SUA REALIDADE...




CAUSA E EFEITO - VOCÊ CONSTRUINDO A SUA REALIDADE...

Dizem que para tudo o que existe, há uma causa anterior. Ora, não vamos entrar aqui em discussões teológicas a fim de remontar à existência de um deus, para em seguida, você atribuir a ele a causa de todas as coisas e principalmente da tua vida.

Aliás, este raciocínio, levou certos gurus do além a dizer que, se deus é a causa primária de todas as coisas, logo ele é a causa primária das ações e até dos pensamentos das pessoas.

Causa é sempre você, e isso tanto faz conceber se você é um espírito ou um ser humano. E se você for uma uma manifestação de deus? Neste caso, se é deus que está manifestado através do teu corpo e da tua mente, como se poderá aceitar que ele cria ou escolhe um sofrimento para você sofrer? Estranho não?

Logo, é você mesmo quem cria a tua realidade. Este pressuposto é bem mais complexo do se pode imaginar, pois, significa que se você está sofrendo é você mesmo quem está criando este sofrimento.

Mas, como assim? Caiu uma tempestade e inundou minha casa; o outro me caluniou; fulano não gosta de mim... Como sou eu mesmo (a) que estou escolhendo essas coisas para mim?

Isso são fatos e não propriamente um problema, pois, pessoas diferentes podem reagir de modo diferente ao mesmo fato como ter sua casa inundada, ser caluniada ou se há pessoas antipáticas no seu caminho. Logo, está no teu poder de escolha, optar por criar o desequilíbrio interno ou não, diante de tais fatos ou de quaisquer outros.




A REALIDADE CRIADA É SIMBÓLICA

Realidade, Vida, Mundo, Universo, tudo isso é efeito e não causa. Se há anjos e espíritos que criam universos, galáxias, sóis e mundos, quem é que cria a realidade social e coletiva? São as pessoas, pois, aquilo que sociedade é, suas leis, tradições, crenças, é efeito. Quem está causando essas leis, tradições, crenças, costumes são as pessoas de modo coletivo. E você, como pessoa, como indivíduo também ajuda a criar esta realidade coletiva.

Seguindo esse raciocínio, a tua vida, ou seja, aquilo que acontece com você é efeito e não causa. A causa da tua vida, do que te acontece é você, pois não é possível que outros estejam criando uma vida para você viver. Podem criar fatos, circunstâncias, mas em última instância é você quem escolhe de que maneira irá vivenciar esses fatos e circunstâncias.