sábado, 10 de maio de 2014

WABI SABI - A Arte da Imperfeição


 
 
WABI SABI - A Arte da Imperfeição


Perceber a beleza que se esconde nas frestas do mundo imperfeito é uma Arte.
Você conhece aquela história de que os tapetes persas sempre tem um pequeno erro, um minúsculo defeito, apenas para lembrar ...
a quem olha de que só Deus é perfeito?
Pois é, a Arte da Imperfeição começa quando a gente reconhece e aceita nossa tola condição humana.
Precisamos aprender a aceitar nossas falhas com a mesma graça e humildade com que aceitamos nossas qualidades, a perdoar a nós mesmos.

  O desejo de acertar sempre impede a evolução e a necessidade de estar no controle aumenta a desordem e o caos.

  Wabi sabi é a expressão que os japoneses inventaram para definir a beleza que mora nas coisas imperfeitas e incompletas. 

  O termo é quase que intraduzível: wabi sabi é um jeito de "ver" as coisas através de uma ótica de Simplicidade, Naturalidade e Aceitação da realidade. 

  Contam que o conceito surgiu no século 15.
 
 



  Um jovem, Rikyu, queria aprender os complicados rituais da Cerimônia do Chá e procurou o grande mestre Takeno Joo.

  Para testar o rapaz, o mestre mandou que ele varresse o jardim.
Rikyu limpou o jardim até que não restasse nem uma folhinha fora do lugar.
Ao terminar, examinou cuidadosamente o jardim impecável, cada centímetro de areia imaculadamente varrido, cada pedra no lugar, todas as plantas ajeitadas.
E então, antes de apresentar o resultado ao mestre, Rikyu chacoalhou o tronco de uma cerejeira e fez caírem algumas flores que se espalharam displicentes pelo chão.
Mestre Joo, impressionado, admitiu o jovem no seu mosteiro.
Rikyu tornou-se um grande Mestre do Chá e desde então é reverenciado como aquele que entendeu a essência do conceito de wabi-sabi: a arte da imperfeição.

  Os mestres japoneses, com a cultura inspirada nos ensinamentos do taoísmo e do zen budismo perceberam que a ação humana sobre o mundo deve ser tão delicada que não impeça a verdadeira natureza das coisas de se revelar.

  E a natureza das coisas é percorrer seu ciclo de nascimento, deslumbramento e morte; efêmeras e frágeis. 

  Eles perceberam a Beleza e Elegância que existe em tudo que é tocado pelo carinho do tempo.
Uma velha tigela de chá, musgo cobrindo as pedras do caminho, a toalha amarelada, uma única rosa solta no vaso, a maçaneta da porta nublada das mãos que a tocaram...