segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Salmo aos Inimigos - Affonso Romano de Sant'Anna



"Quando jovem
lendo os salmos de David
não entendia por que o rei-poeta
gastava espaço em suas preces
pedindo proteção contra inimigos.
Não sendo rei de nada, digo: Senhor!
- sem permitir que em sua fúria me destruam -
preservai meus inimigos.
Eles me ensinam
o que em mim devo evitar.
Dizem-me coisas
que não dizem os que me amam
por muito amar.
Dai-me novos inimigos, Senhor!
pois para cada um que me intercepta os passos
sempre amigos novos
me abrem os braços
e em cada inimigo descubro
embutido
e pelo avesso
um amigo
trazendo no punhal
guirlandas que nem mereço." 

Fonte: http://ruivadanoite.blogspot.com.br/2014/09/salmo-aos-inimigos-affonso-romano-de.html


sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

"O que tiver que ser meu será" - Será mesmo?

A maioria das pessoas se encontra sem saída na vida ou fracassa em seus empreendimentos e em suas tentativas devido ao hábito de supor certas verdades e acreditar nelas, como no famoso caso da perda de peso em que a pessoa acredita firmemente que está fazendo tudo corretamente, mas, ao ver que nada acontece, fica confusa, pois “como é que ela não perdeu peso se fez tudo certo?”.
O problema está justamente em suas suposições do que é esse “tudo certo”. A pessoa pode estar fazendo “tudo errado”, mas, ao acreditar que está fazendo “tudo certo”, ela simplesmente não entende, fica confusa, frustrada e não percebe que o erro está na base de sua ação – na crença que define o que e como se age.
Vivemos em um tipo de “realidade virtual”. Cientes ou não, diariamente experimentamos o mundo de uma forma totalmente particular, não há duas pessoas que experimentem o mundo da mesma forma. Nossas crenças e a forma como analisamos e julgamos nossas experiências determinam as características desse mundinho particular. Essas crenças, formadas pelas informações que coletamos através de nossos sentidos e acrescidas de nossa interpretação pessoal, formam nossa realidade, ou melhor, aquela que acreditamos, certos ou errados, que é a nossa realidade, o nosso mundinho virtual particular.
Não temos como escapar dessas armadilhas. Nossa mente julga tudo com base no que já está lá dentro, é assim que somos, é assim que damos sentido à vida à nossa volta. O que está ao nosso alcance é nossa atenção, nossa acuidade e nosso discernimento para saber quando esse processo de julgamento está ocorrendo para que possamos questioná-lo e alterá-lo oportunamente.
O objetivo deste e dos próximos artigos é torná-lo ciente das armadilhas comuns que levam as pessoas a se entalarem em becos sem saída devido às suas próprias interpretações errôneas de como o mundo e a vida funcionam.
Vamos começar falando sobre a armadilha das crenças populares e daremos prosseguimento nos próximos artigos, abordando as outras armadilhas que envenenam nossa mente e nos impedem de raciocinar com clareza e objetividade, percebendo a realidade como ela é.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Fazendo Escolhas a Partir do Coração



Questionador: P’taah, gostaria de falar sobre a dificuldade que estou tendo na tomada de decisões e nas escolhas. Parecia muito mais fácil quando eu simplesmente acreditava que era guiado e que quando eu entrava em sintonia com a minha intuição, havia alguma resposta pré-destinada para que eu pudesse agir. Agora que eu acredito que estou fazendo as escolhas, não confio tanto nas respostas que estou obtendo.

P’taah: Bem, saiba, amado, a única coisa que muda é a sua crença. Você entende? Porque não há realmente pré-destino. No entanto, aquilo que é a sua intuição é, é claro, o seu guia mais confiável para as escolhas.

Como você se sente? Qual é a sua paixão? Qual é o fascínio? Isto também é o seu guia e se você chama a isto de intuição, ou guias, ou anjos, realmente é sempre você quem faz a escolha. A única diferença é que antes você confiava sem questionar e agora você questiona tudo.

Bem, está tudo bem, exceto que você se coloca em um espaço de grande confusão quando não permite aquilo que é a sua sabedoria interior.

Questionador: Eu quero dizer, no momento em minha vida, eu não consigo compreender o que é exatamente a minha sabedoria interior. Por exemplo, sinto que tenho, digamos, três escolhas e em cada uma delas há algo que faz o meu coração cantar, mas há também algo que eu temo.

P’taah: São duas coisas diferentes, amado. Duas questões diferentes. Uma é o que faz o seu coração cantar. E a outra é lidar com o medo que existe por baixo de tudo.

sábado, 29 de novembro de 2014

COMO DESENVOLVER A EXCELÊNCIA PESSOAL

A excelência pessoal não é algo que se atinge ou se conquista, mas, sim, uma postura pessoal, um “jeito de ser”. Ou você preza a qualidade absoluta em suas ações ou você parte do princípio de que “bom o suficiente” está de bom tamanho. A pessoa naturalmente excelente busca a qualidade máxima sem ser perfeccionista.
Como tocamos nesse assunto, vamos começar por esclarecer a diferença entre excelência e perfeccionismo. Nem sempre a pessoa que preza a qualidade e busca sempre o melhor é perfeccionista, apesar de muitas vezes ser reconhecida como tal.
O perfeccionismo é uma patologia, um distúrbio, assim como a ansiedade ou a timidez. O perfeccionista é paranoico com a ideia de que a não ser que sua manifestação seja perfeita, os outros não irão aprová-lo e aceitá-lo. O perfeccionista se importa, em primeiro lugar, com a opinião alheia e essa já é a primeira diferença para com o perfil de excelência.
A pessoa que preza a excelência procura sempre dar o melhor de si e obter resultados no mais alto nível possível, mas ela faz isso para si mesma, não para os outros. O ponto chave aqui é que a pessoa com perfil excelente não se estressa e não sente ansiedade com a possibilidade de seus resultados não serem perfeitos, ao passo que o perfeccionista, uma vez que faz tudo esperando aprovação alheia, sofre com o fantasma da rejeição.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

A CULTURA DA MEDIOCRIDADE E O SUCESSO PESSOAL


Desde pequenos somos paranoicos com normalidade. Faz parte do instinto humano de sobrevivência a vontade de pertencer a um grupo e ser aceito por ele. Isso é observado desde as comunidades indígenas até o ambiente corporativo.

Seres humanos se organizam em grupos em que os iguais são aceitos e os diferentes são rejeitados. Morremos de medo na infância e na adolescência de sermos rejeitados por nossos coleguinhas e nos esforçamos ao máximo para sermos normais dentro do grupo com que nos identificamos. Qualquer traço diferente, seja físico, psicológico ou cultural (como um sotaque diferente), faz com que o grupo inicie um movimento coletivo de rejeição, daí o efeito bullying, tão comum nas escolas.

Na vida adulta, em nome da decência e do respeito para com nossos semelhantes, nos contemos e não tiramos sarro dos diferentes, nem os excluímos como fazíamos (ou sofríamos) quando jovens.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Sintomas de bem e mal estar: desista da busca


AUTO CONHECIMENTO
Auto conhecimento é buscar conhecer-se, segundo as diversas tradições espiritualistas e escolas de psicologia de todos os tempos.
Mas não é só isso. Mais do que saber quem ou o que você é, o trabalho de auto conhecimento consiste em resolver um problema, digamos, interno, ou seja, buscar a causa daquilo que lhe está fazendo sofrer. 

Assim como o técnico em informática busca as causas do problema que está impedindo o computador de funcionar corretamente, você busca, pelo trabalho do auto conhecimento, as causas que estão originando o seu mau viver. Mau viver é tudo aquilo que não lhe deixa viver em paz: insatisfação, medo, frustração, angústia, pré-ocupação, ansiedade, impaciência, enfim, a lista é infinita...



MAL VIVER É SINTOMA
As pessoas em geral confundem todos esses fatores citados acima como CAUSA do sofrimento. Mas mal viver, viver com medo, ansiedade e insatisfação é SINTOMA. É efeito e não causa.
Se o corpo adoece, acometido de um certo mal, logo surgem os sintomas. Se é uma gripe, os sintomas são mal estar, nariz entupido, espirros, febre. Não são essas coisas que estão causando a gripe. É a gripe que está causando esses sintomas. 

É partir dos efeitos que se remontam às causas, reza um velho ditado espiritualista.
Assim, do mesmo modo, se há um sofrimento moral como angústia, medo, ansiedade, tudo isso são SINTOMAS, são efeitos, e não causa. 

Cabe então buscar o que está causando, provocando esses sintomas.
Não vamos complicar aqui, dizendo que a causa é o seu egoísmo, as escolhas que você faz, que a causa é você, em uma palavra – se bem que é!

Do mesmo modo que há o termômetro que, em medindo a temperatura do corpo identifica que o paciente está com gripe, pois esse sintoma da gripe leva a identificá-la como causa da febre, há também um termômetro, que não falha, na identificação dos sintomas que está fazendo você viver mal.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

LIVRE-ARBÍTRIO OU ESCOLHAS MAIS OU MENOS LIVRES?


Ao invés de falar de Livre-arbítrio, vamos falar neste texto, de Escolhas. Nas definições e conceituações dos dicionários, livre-arbítrio quer dizer "livre-escolha".

Contudo, sabemos que nossas escolhas não são livres: elas são condicionadas por uma série de fatores como medo, falta de conhecimento sobre o objeto da escolha, opiniões alheias e principalmente falta de experiência em certas escolhas.

A partir disso, muitos defensores do determinismo asseveram que, por isso mesmo, não temos livre-arbítrio, ou seja, não agimos com livre-escolha, logo, não há culpas e nem culpados, pois não somos responsáveis por nossas escolhas, uma vez que elas são condicionadas.

Há pessoas que, quando uma escolha é bem sucedida, atribuem a deus, à sorte, aos espíritos, e quando uma escolha é feita e resulta em frustração, aí a pessoa se culpa, dizendo que ela foi a responsável pela escolha. E há o contrário também: pessoas que atribuem à sua perspicácia, experiência e inteligência, o fazer uma boa escolha, mas que, quando a escolha resulta em decepção, e não raro, em sofrimento, aí a culpa é de deus e da sorte: 'foi deus que quis assim'; 'não era para ser meu', e assim por diante.


Então de duas uma, pois não pode haver deus e as circunstâncias escolhendo por você quando dá certo, e ao contrário, deus escolhendo por você quando dá errado, pois, poderíamos perguntar, por que num caso é deus, é o acaso, é a sorte que escolhe e noutro caso é você? Ou é você que está escolhendo tanto para bem quanto para mal, ou não é! Com argumentou o astrofísico Stephen Hawking - numa crítica ao "Gato vivo-morto" de Schorödinger" - "ou o gato está vivo ou está morto", não pode existir um gato vivo e morto ao mesmo tempo.

Assim, é você o tempo todo quem faz as suas escolhas. Mas elas nunca são livres, pois, todos aqueles fatores de condicionamentos já citados acima não permitem que você faça uma livre-escolha. E se não há livre-escolha, não há livre-arbítrio.

Como então falar de livre-arbítrio? Será que um dia poderemos afinal, fazer escolhas livres e com isso exercer o nosso livre-arbítrio?

É muito difícil responder a essa questão, mas algo que se nos afigura óbvio é que, com a experiência, e também com consciência, cada vez mais passamos a fazer escolhas subsequentemente mais livres.


E como se adquire essa experiência? Errando, equivocando-se... Não há outra maneira de adquirir experiência senão errando e aprendendo com os próprios erros. Claro que as pessoas que já passaram por experiências similares às que estamos passando sempre nos podem auxiliar neste processo de tomar decisões, de fazer escolhas. Mas levar em conta neste processo somente a experiência do outro, como ensinamento, é fazer escolhas de maneira condicionada.

Logo, faz parte do processo de fazer escolhas, errar, equivocar-se, e assim, sempre mais, de erro em erro, de equívoco em equívoco, vamos ganhando experiência para fazer escolhas progressivamente mais livres.


quarta-feira, 5 de novembro de 2014

VITIMISMO E FRACASSO PESSOAL



Anda deprimida por falta de namorado? Os amigos já não lhe dão a atenção que você merece? Nada dá certo? Por mais que se esforce tudo e todos estão sempre contra você? Aconteceram coisas que destruíram a sua felicidade? Foi perseguido? Comeu o pão que o diabo amassou? Passou por cima de tudo e de todos para chegar onde está e ser o que é?
Então você é a vítima deste mundo!

Quer achar que você é uma fracassada? Quer achar que você é uma rejeitada? Que você não teve nada do que quis?

Mas as condições estão aí. Não é o mundo e as circunstâncias que criam as condições. É você que cria as próprias condições para o sucesso pessoal.

Vitimismo e fracasso sempre andaram de mãos dadas. Você é vítima porque é confortável essa posição. É mais fácil atribuir à vida, às pessoas que não gostam de você, às circunstâncias e às situações, do que admitir que você não foi até o fim, ou que sequer tentou!

Dizem que o pior fracasso é desistir. Mas pior que desistir, é nunca tentar e mais que isso, criar teorias, paradigmas filosóficos para se colocar na posição de vítima e justificar o próprio fracasso pessoal.


terça-feira, 4 de novembro de 2014

CAUSA E EFEITO - VOCÊ CONSTRUINDO A SUA REALIDADE...




CAUSA E EFEITO - VOCÊ CONSTRUINDO A SUA REALIDADE...

Dizem que para tudo o que existe, há uma causa anterior. Ora, não vamos entrar aqui em discussões teológicas a fim de remontar à existência de um deus, para em seguida, você atribuir a ele a causa de todas as coisas e principalmente da tua vida.

Aliás, este raciocínio, levou certos gurus do além a dizer que, se deus é a causa primária de todas as coisas, logo ele é a causa primária das ações e até dos pensamentos das pessoas.

Causa é sempre você, e isso tanto faz conceber se você é um espírito ou um ser humano. E se você for uma uma manifestação de deus? Neste caso, se é deus que está manifestado através do teu corpo e da tua mente, como se poderá aceitar que ele cria ou escolhe um sofrimento para você sofrer? Estranho não?

Logo, é você mesmo quem cria a tua realidade. Este pressuposto é bem mais complexo do se pode imaginar, pois, significa que se você está sofrendo é você mesmo quem está criando este sofrimento.

Mas, como assim? Caiu uma tempestade e inundou minha casa; o outro me caluniou; fulano não gosta de mim... Como sou eu mesmo (a) que estou escolhendo essas coisas para mim?

Isso são fatos e não propriamente um problema, pois, pessoas diferentes podem reagir de modo diferente ao mesmo fato como ter sua casa inundada, ser caluniada ou se há pessoas antipáticas no seu caminho. Logo, está no teu poder de escolha, optar por criar o desequilíbrio interno ou não, diante de tais fatos ou de quaisquer outros.




A REALIDADE CRIADA É SIMBÓLICA

Realidade, Vida, Mundo, Universo, tudo isso é efeito e não causa. Se há anjos e espíritos que criam universos, galáxias, sóis e mundos, quem é que cria a realidade social e coletiva? São as pessoas, pois, aquilo que sociedade é, suas leis, tradições, crenças, é efeito. Quem está causando essas leis, tradições, crenças, costumes são as pessoas de modo coletivo. E você, como pessoa, como indivíduo também ajuda a criar esta realidade coletiva.

Seguindo esse raciocínio, a tua vida, ou seja, aquilo que acontece com você é efeito e não causa. A causa da tua vida, do que te acontece é você, pois não é possível que outros estejam criando uma vida para você viver. Podem criar fatos, circunstâncias, mas em última instância é você quem escolhe de que maneira irá vivenciar esses fatos e circunstâncias.

sábado, 25 de outubro de 2014

De Erro em Erro... Até Acertar


Muitas pessoas dizem: "Nossa, parece incrível! Nada dá certo para mim. Estou com falta de sorte no amor". Outras dizem que quando estão chegando ao fim de um projeto, desistem, porque se sentem enfraquecidas, incapazes de concluir uma tarefa que já vinha sendo desenvolvida há anos.

E aí começa o imenso rol de reclamações, atribuindo a culpa ao outro, a fatores externos: "É, foi porque tinha que ser assim"; "Não era para ser meu"; "Foi deus que quis assim".


Contudo, analisando retrospectivamente todo o trabalho que você vinha desenvolvendo com vistas a um certo fim, você superou obstáculos, mas quando chegou na reta final, e exigiu coragem para ir até o fim, na hora em que você mais precisou de você, você se abandonou, você mesmo não deu forças para você. Por que então culpar o outro? Não seria mais lógico, e óbvio, retomar, recomeçar de onde se parou e prosseguir?

Desafio é desafio. Não há desafio fácil ou difícil. Não dá para comprar o final feliz como se compra votos, como se compra um lugar na faculdade ou entrar por indicação em um bom emprego. Um nadador terá que nadar até o fim numa prova de 100 metros "craw", por exemplo, e terá que nadar mais rápido que os outros. Ninguém vai nadar por ele, porque os outros estão nadando por si e para si mesmos também.

domingo, 17 de agosto de 2014

Libertando-se dos Contratos Familiares

LIBERTE-SE DOS CONTRATOS FAMILIARES - 
CÓDIGOS QUE IMPEDEM QUE SEJA SI MESMO 


Os contratos familiares são uma espécie de “códigos” situados no mais profundo de nossas mentes, em forma de crenças e todo tipo de inibições que paralisam.

Marianne Costa conta que em determinado momento de sua vida escreveu num papel de pergaminho: “sou una fracassada”; depois, assinou-o com uma gota de seu sangue e o queimou.

No lugar em que fez isso, plantou uma flor e começou a desenhar sua realidade liberada dessa maldição (É um ato 'psicomágico', onde nos liberamos desses códigos que recebemos de nossa família).

Um contrato é um acordo entre duas partes que se comprometem a dar algo e a receber algo em troca. Mas nem todos os contratos estão no papel, nem sequer são verbalizados ou tampouco estão no plano da consciência.

Mais ainda, como no caso do nome, há contratos que aceitamos em desigualdade de condições, porque se 'selam' na mais tenra infância e a criança intui que o seu não cumprimento implica não ser querido, o que significa a morte.

Nosso cérebro mais primitivo nos dita a ordem de obedecer quando a ameaça é ser expulso do clã.

Estes contratos podem afetar nossos quatro egos



Exemplos de contratos intelectuais:

Muitas das crenças que carregamos são contratos que mantemos com nossa árvore genealógica, ideias que nos transmitiram desde nossos bisavós e que não podemos questionar (Devemos nos desfazer de qualquer crença que não seja bela e útil para nós mesmos).

a) “Você será advogado como os homens prósperos dessa família" - (Em árvores genealógicas onde o artista é considerado um morto de fome, e que realmente não pode fazer mais nada).

b) “Nessa casa se fala a língua cristã" - Não me venha com ideia de estudar idiomas ... você só tem que falar uma língua: a materna.

c) “Você é desajeitado como sua mãe” - Uma profecia que atua como maldição e acaba se cumprindo.

d) “Na vida temos que deixar as coisas da forma como as encontramos" - Sinal de que a árvore parou de crescer e se desenvolver.

e) “Um filho nunca deve superar seu pai” - Uma loucura absoluta que se conecta com a neurose do fracasso.

Os contratos intelectuais são como as “ideias irracionais” descritas por Albert Ellis, raízes de nossas emoções perturbadas e comportamentos desajustados.


sábado, 10 de maio de 2014

WABI SABI - A Arte da Imperfeição


 
 
WABI SABI - A Arte da Imperfeição


Perceber a beleza que se esconde nas frestas do mundo imperfeito é uma Arte.
Você conhece aquela história de que os tapetes persas sempre tem um pequeno erro, um minúsculo defeito, apenas para lembrar ...
a quem olha de que só Deus é perfeito?
Pois é, a Arte da Imperfeição começa quando a gente reconhece e aceita nossa tola condição humana.
Precisamos aprender a aceitar nossas falhas com a mesma graça e humildade com que aceitamos nossas qualidades, a perdoar a nós mesmos.

  O desejo de acertar sempre impede a evolução e a necessidade de estar no controle aumenta a desordem e o caos.

  Wabi sabi é a expressão que os japoneses inventaram para definir a beleza que mora nas coisas imperfeitas e incompletas. 

  O termo é quase que intraduzível: wabi sabi é um jeito de "ver" as coisas através de uma ótica de Simplicidade, Naturalidade e Aceitação da realidade. 

  Contam que o conceito surgiu no século 15.
 
 



  Um jovem, Rikyu, queria aprender os complicados rituais da Cerimônia do Chá e procurou o grande mestre Takeno Joo.

  Para testar o rapaz, o mestre mandou que ele varresse o jardim.
Rikyu limpou o jardim até que não restasse nem uma folhinha fora do lugar.
Ao terminar, examinou cuidadosamente o jardim impecável, cada centímetro de areia imaculadamente varrido, cada pedra no lugar, todas as plantas ajeitadas.
E então, antes de apresentar o resultado ao mestre, Rikyu chacoalhou o tronco de uma cerejeira e fez caírem algumas flores que se espalharam displicentes pelo chão.
Mestre Joo, impressionado, admitiu o jovem no seu mosteiro.
Rikyu tornou-se um grande Mestre do Chá e desde então é reverenciado como aquele que entendeu a essência do conceito de wabi-sabi: a arte da imperfeição.

  Os mestres japoneses, com a cultura inspirada nos ensinamentos do taoísmo e do zen budismo perceberam que a ação humana sobre o mundo deve ser tão delicada que não impeça a verdadeira natureza das coisas de se revelar.

  E a natureza das coisas é percorrer seu ciclo de nascimento, deslumbramento e morte; efêmeras e frágeis. 

  Eles perceberam a Beleza e Elegância que existe em tudo que é tocado pelo carinho do tempo.
Uma velha tigela de chá, musgo cobrindo as pedras do caminho, a toalha amarelada, uma única rosa solta no vaso, a maçaneta da porta nublada das mãos que a tocaram...

 
 
 

quarta-feira, 26 de março de 2014

Libertando-se do Sistema Humano de Vida - Pai Joaquim




RESPOSTA DE JOAQUIM - com Bela Menezes
http://meeu.com.br/ceu/convivencia-do-espiritualista-com-outras-pessoas/

Participante: desde que optei a aproximar-me de Deus, consequentemente afastar-se do sistema humano, certas pessoas tem se afastado da minha convivência naturalmente e essas pessoas me cobram, dizem que mudei, que estou diferente. Esta caminhada é mesmo solitária? O sistema não me deixa em paz.

Pai Joaquim: Sim, a caminhada é solitária. Eu já tinha dito isso... Aliás, quando falei, algumas pessoas não compreenderam o que disse. Quando falei que a elevação espiritual, o unir-se ao todo, não é algo feito coletivamente, mas precisa ser feito individualmente, individualisticamente, as pessoas não aceitaram...


 Realmente parece estranho, mas para você alcançar o todo, precisa voltar-se para dentro, ser sozinho com você. Essa é a verdade.

 Deixe-me lhe explicar uma coisa. Você me fala no início da sua pergunta que resolveu aproximar-se de Deus, dedicar-se a Deus. Bonitas palavras, mas eu queria lhe fazer uma pergunta: o que significa isso? O que significa decidir aproximar-se de Deus? O que significa decidir voltar-se pra Deus? 

 Significa abandonar a humanidade, dar as costas ao humano. Você não tem duas frentes, por isso, virando-se de frente para algum lugar, automaticamente dará as costas a outro. É impossível estar de frente para duas coisas, ou como ensinou Cristo: é impossível servir a dois senhores ao mesmo tempo.


terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

O Diálogo de Dez Anos




Mas qual o seu Desejo?

Não permitir que nada externo me atinja, não esperar retorno, nem mudança de ninguém. E
principalmente não dar ajuda a quem não pediu.

De que forma você espera que esta estratégia lhe leve até seu futuro desejado?

Levar, ela não vai... mas vai tirar esse meu impulso de querer impor uma mudança de uma
maneira brusca, assim da noite pro dia... ficaria mais tranquilo para amá-lo como ele é.
Aceitando e tendo serenidade para poder realmente ajudá-lo e não impor ajuda!

Se você tem usado esta estratégia para que ela lhe leve ao futuro desejado, mas esta dizendo
que esta estratégia não é capaz de leva-lo ao futuro desejado, então, porque tem usado esta
estratégia?

Porque sinto a impotência perante ao outro... a unica coisa que posso fazer além disso é estar