terça-feira, 31 de julho de 2012

Bhagavad Gita - Libertando-se das atividades fruitivas




47.Tens direito de executar teu dever prescrito, mas não podes exigir os
frutos da ação. Jamais te consideres a causa dos resultados de tuas
atividades
, e jamais te apegue ao não-cumprimento do teu dever.

48.Desempenhe teu dever com equilíbrio, ó Arjuna, abandonando todo o
apego a sucesso ou fracasso
. Essa equanimidade chama-se yoga.

49.Ó Dhanañjaya, através do serviço devocional, mantém todas as atividades
abomináveis bem distantes, e com esta consciência, rende-te ao Senhor.
Aqueles que querem gozar o fruto de seu trabalho são mesquinhos.

50.Um homem ocupado em serviço devocional livra-se tanto das boas quanto
das más ações
, mesmo nesta vida. Portanto, empenha-te na yoga, que é a
arte de todo o trabalho.

51.Ocupando-se nesse serviço devocional ao Senhor, grandes sábios ou
devotos livram-se dos resultados do trabalho no mundo material. Desse
modo, eles transcendem ao ciclo de nascimentos e morte e passam a viver
além de todas as misérias.

52.Quando tua inteligência tiver cruzado a densa floresta da ilusão, tornar-teás
indiferente a tudo o que se ouviu e a tudo o que se há de ouvir.

53.Quando tua mente deixar de perturbar-se pela linguagem florida dos
Vedas, e quando se fixar no transe da auto-realização, então terás
atingido a consciência divina.

sábado, 14 de julho de 2012

Gato Ritual - complicando o que é simples



Quando um mestre espiritual e seus discípulos começavam sua meditação do anoitecer, o gato que vivia no Monastério fazia tanto barulho que os distraía. Então o professor ordenou que o gato fosse amordaçado durante a prática noturna. Anos depois, quando o mestre morreu, o gato continuou a ser amarrado durante a meditação. E quando o gato eventualmente morreu, outro gato foi trazido para o Monastério e amarrado. Séculos depois, quando todos os fatos do evento estavam perdidos no passado, praticantes intelectuais que estudavam os ensinamentos daquele mestre espiritual escreveram longos tratados escolásticos sobre a significância de se amordaçar um gato durante a prática da meditação...

sábado, 7 de julho de 2012

Paulo de Tarso e sua concepção monista de Deus




A "igreja" e o corpo de Cristo (1 Coríntios 12, 12-27)


Pois, assim como o corpo é um só, embora tendo muitos membros; e todos os membros do corpo, apesar de serem muitos, constituem um só corpo; assim também Cristo (ou Deus).

 


De facto, fomos todos batizados num só Espírito, para formarmos um só corpo — judeus ou gregos, escravos ou livres  — e a todos foi dado a beber um único Espírito.

O corpo não é composto de um só membro, mas de muitos. Se o pé dissesse: «Uma vez que não sou mão, não faço parte do corpo»; nem por isso deixaria de pertencer ao corpo. E se o ouvido dissesse: «Uma vez que não sou o olho, não faço parte do corpo»; nem por isso deixaria de pertencer ao corpo. Se todo o corpo fosse olho, onde ficaria o ouvido? Se todo ele fosse ouvido, onde ficaria o olfacto? Deus, porém, dispôs os membros no corpo, cada um conforme lhe aprouve.



Se todos fossem um único membro, onde estaria o corpo? Com efeito, existem muitos membros, mas um só corpo.



Não pode, pois, o olho dizer à mão: «Não tenho necessidade de ti»; nem tão pouco a cabeça dizer aos pés: «Não tenho necessidade de vós».



Pelo contrário, quanto mais fracos parecem ser os membros do corpo, tanto mais são necessários; e aqueles que parecem ser os menos dignos do corpo, a esses rodeamos de maior dignidade; e aqueles que são menos decentes, nós os tratamos com mais decoro, pois os que são decentes, não têm necessidade disso.



Mas Deus dispôs o corpo, de modo a dar maior dignidade ao que dela carecia, a fim de não haver divisão no corpo e os membros terem a mesma solicitude uns para com os outros.



Assim, se um membro sofre, com ele sofrem todos os membros; se um membro é honrado, todos os membros participam da sua alegria.
     
Ora vós sois o corpo de Cristo e seus membros, cada um pela sua parte.
 
 

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Você não é os seus sentimentos e pensamentos




Sem Problema


Um praticante Zen foi à Bankei e fez-lhe esta pergunta, aflito:

"Mestre, Eu tenho um temperamento irascível. Sou às vezes muito agitado e agressivo e acabo criando discussões e ofendendo outras pessoas. Como posso curar isso?"

"Tu possuis algo muito estranho," replicou Bankei. "Deixe ver como é esse comportamento."

"Bem... eu não posso mostrá-lo exatamente agora, mestre," disse o outro, um pouco confuso.

"E quando tu a mostrarás para mim?" perguntou Bankei.

"Não sei... é que isso sempre surge de forma inesperada," replicou o estudante.
"Então," concluiu Bankei, "essa coisa não faz parte de tua natureza verdadeira. Se assim fosse, tu poderias mostrá-la sempre que desejasse. Quando tu nasceste não a tinhas, e teus pais não a passaram para ti. Portanto, saibas que ele não existe."

IN: Koans e Contos Zen

terça-feira, 3 de julho de 2012

O que é a reencarnação?



Deus criou os espíritos, que precisavam de um meio para evoluir. Desta forma, o Criador gerou uma espécie de jogo virtual, que poderíamos chamar de "As Aventuras no Mundo Material". Este jogo está instalado em um Mainframe (computador central), ao qual estão conectados vários terminais individuais, cada um dentro de uma cabine.

Entrar em uma cabine e jogar este jogo é "encarnar". Antes de cada encarnação, Deus permite ao espírito escolher uma "personalidade" e um "tipo de aventura", com os quais ele participará do jogo, interagindo com outros jogadores. Feita a escolha, Deus determina o período de jogo (que é o tempo que o espírito permanecerá naquela encarnação) e insere a programação escolhida. O espírito entra na cabine (nasce no mundo carnal) e começa a jogar. Dentro do jogo, o espírito assumirá a personalidade que escolheu e se deparará com os tipos de aventura solicitados.

Então, a vida carnal nada mais é que viver uma ilusão, assim como acontece quando assumimos, por exemplo, a personalidade de um "guerreiro medieval" e enfrentamos dragões em um jogo qualquer do PlayStation. Nas "Aventuras no Mundo Material", o objetivo é fazer o espírito vivenciar fatos fictícios e ilusórios, juntamente com outros encarnados, para que possa desenvolver suas emoções e sentimentos.

Assim, a vida material, como dito, é uma ilusão. No jogo, não há livre-arbítrio, mas apenas a obrigação de jogá-lo conforme as regras, para que o espírito evolua seu íntimo. Na verdade, a única escolha real que o espírito pode fazer enquanto joga é aceitar (ou não) que sua verdadeira existência e seu verdadeiro "eu" só são vivenciados do lado de fora da cabine, no plano espiritual, local em que ele possuirá novamente o livre-arbítrio para escolher de que forma jogará o próximo jogo.

Com a visão certa durante o jogo, o espírito não se comportará como se aquela aventura virtual fosse a verdade, passando a agir com tranqüilidade, com a mente no plano espiritual e procurando ajudar os outros jogadores a vencer seus obstáculos. Este tipo de atitude demonstra que o jogador entendeu que o jogo é apenas uma ferramenta de evolução, não um lugar onde se conquistas coisas, já que as coisas deste lugar nem existem de verdade.

Os jogadores que ficarem muito viciados, deixando que suas mentes se tornem materialistas, correm o risco de voltar para o plano espiritual e não o reconhecer, estendendo a ilusão do jogo para o além-túmulo.


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