sexta-feira, 15 de junho de 2012

A Ilusão das Cidades Espirituais (E outras ilusões) Parte III




Um grupo de pesquisadores realizou um estudo no qual mostravam às pessoas um baralho. Contudo em cada uma das cartas havia um erro, algo diferente do normal. O quatro de paus era vermelho, o cinco de ouros tinha seis de ouros. O procedimento consistia em mostrar as cartas às pessoas e perguntar-lhes o que estavam vendo.

Vocês acham que as pessoas ficaram surpresas ao ver essas cartas cheias de erros óbvios ? Não, porque não notaram. Quando se pedia para descreverem as cartas que viam as pessoas respondiam que estavam olhando para um cinco de ouros ou para um quatro de paus. Elas não faziam qualquer menção ao fato de haver erros nas cartas.

Por que isso acontecia ? Porque aquilo que vemos não depende apenas do que se encontra realmente à nossa frente, mas também daquilo que estamos procurando - nossas expectativas, nossos pressupostos.

4 comentários:

  1. Hoje mesmo ocorreu algo muito curioso comigo... Fui atender à porta e, vendo a frente de um carro idêntico ao de meu filho mais velho, saí para abrir o portão e, olhando rapidamente a quem chegava, vislumbrei nitidamente o meu filho... Mas, logo em seguida, percebi que não era ele, tampouco o carro era o dele, apenas um muito parecido. De imediato lembrei-me desse post. Sorri comigo mesmo e, confesso, me senti tão artificial quanto tudo o mais neste plano das formas...

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  2. Estava a confabular de mim para comigo, ontem, se a nossa mente moldada desde a infância, pela cultura, não seria como um computador formatado em cujo HD estivesse sendo instalados programas, softwares. O nosso próprio corpo é o hardware, e a mente é esse conjunto de programas chamados softwares. Como quaisquer programas eles podem ser mantidos ou excluídos do computador... Foi essa a analogia que me veio à mente, não sei se faz sentido...

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  3. Iresetessane igimanar cmoo o coérebo pjotera sgnidoifcas...

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  4. Isto porque ele é um cérebro genética e culturalmente já condicionado, já 'programado' (a sociedade instala softwares, programas nesse hardaware, certo? Os biólogos dirão que este cérebro que temos é o resultado genético, ou se preferir, filogenético, produzido ao longo de milhões de anos. Do ponto de vista cultural, na visão antropológica, essa "projeção de significados" é algo como um programa de computador instalado no cérebro. Esse programa é o ego.

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