sábado, 10 de setembro de 2011

Bhagavad-Gita - Excertos


Excertos

14. Ó filho de Kunti, o aparecimento transitório de felicidade e aflição, e seu
desaparecimento no seu devido tempo, são como o aparecimento e o
desaparecimento das estações de inverno e verão. Surgem da percepção
sensorial, ó descendente de Bharata, e é preciso aprender a tolerá-los sem
perturbar-se.
15. Ó melhor entre os homens (Arjuna), quem não se deixa perturbar pela
felicidade e aflição e que permanece estável em ambas as circunstâncias
decerto está qualificado para alcançar a liberação.


Libertando-se das atividades fruitivas

47. Tens direito de executar teu dever prescrito, mas não podes exigir os
frutos da ação. Jamais te consideres a causa dos resultados de tuas
atividades, e jamais te apegue ao não-cumprimento do teu dever.
48. Desempenhe teu dever com equilíbrio, ó Arjuna, abandonando todo o
apego a sucesso ou fracasso. Essa equanimidade chama-se yoga.
49. Ó Dhanañjaya, através do serviço devocional, mantém todas as atividades
abomináveis bem distantes, e com esta consciência, rende-te ao Senhor.
Aqueles que querem gozar o fruto de seu trabalho são mesquinhos.
50. Um homem ocupado em serviço devocional livra-se tanto das boas quanto
das más ações, mesmo nesta vida. Portanto, empenha-te na yoga, que é a
arte de todo o trabalho.
51. Ocupando-se nesse serviço devocional ao Senhor, grandes sábios ou
devotos livram-se dos resultados do trabalho no mundo material. Desse
modo, eles transcendem ao ciclo de nascimentos e morte e passam a viver
além de todas as misérias.
52. Quando tua inteligência tiver cruzado a densa floresta da ilusão, tornar-teás
indiferente a tudo o que se ouviu e a tudo o que se há de ouvir.
53. Quando tua mente deixar de perturbar-se pela linguagem florida dos
Vedas, e quando se fixar no transe da auto-realização, então terás
atingido a consciência divina.


Fonte: http://mascarasdedeus.forumeiros.com/t176-bhagavad-gita#472