sexta-feira, 6 de maio de 2011

A Comovente História de Jiddu Krishnamurti (Vídeo)




2 comentários:

  1. Me parece que esse cara sim pode ser considerado o ressurgimento de um Messias ou a reencarnação de um daqueles sábios profetas, mas não á maneira da Sociedade Teosófica ou da mentalidade protecionista do povão, que clama para o estabelecimento de uma autoridade espiritual, com o fito de decidir sobre o futuro espiritual de suas vidas.

    Esse cara deu uma grande lição nesses que tentaram escravizá-lo, no afã de se promover pessoalmente perante o mundo, com a imagem daqueles que "produziram e prepararam" o novo messias, é claro.

    Afinal, não foi desses grilhões sociais que Jesus fugiu e nos ensinou a desdenhar?

    Buda não abandonou sua esposa, família, dinheiro e poder para viver a sua interioridade longe dos homens??

    É que nós todos esperamos por um Messias à conta do Inri Cristo, que tenha facebook, msn, fale em rede mundial de TV, e principalmente que tenha seguidores.

    Krishnamurti combateu tudo isso, e, à maneira de Jesus, deixou um recado muito especial e único: "Você é tudo", numa paródia do "Vós sois deuses".

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  2. Engraçado!

    A história de vida do Krishnamurti é parecida com a de muitos nós.

    Obviamente, nossos pais, tutores e preceptores não lobrigaram uma aura pura ou brilhante em nós, mas é sintomático que, anteviram e projetaram um futuro brilhante para todos nós: "você será doutor nisso; meu filho mais novo, engenheiro; minha filha será linda e rica (mesmo que tenha que posar nua na Playboy)", enfim, todos os pais projetam o melhor futuro possível para seus filhos.

    A diferença, é que nós enquanto filhos, enquanto membros dessa humanidade cuja doença principal e quase incurável é a busca por uma autoridade que lhe dê proteção e segurança, aceitamos esses falsos títulos de grandeza, enquanto que, Krisnhamurti, soube desdenhar o título de Messias, que sem dúvida alguma poderia promover a Sociedade Teosófica.

    Isto é muito conhecido em Psicanálise e Psicoterapia: são pais, tutores e preceptores, que utilizam os talentos dos filhos para se auto-promoverem. É assim que, um ótimo pianista pode se tornar medíocre e enfastiado pelo teclado, quando inconscientemente percebe que sua mãe o aplaude somente quando ele está tocando para as visitas.

    Isto se chama "exploração de talentos" na linguagem psicológica. Essa exploração pode ser feita por pais, pastores, instituições sociais, preceptores, tutores, professores, parentes, amigos, cônjuges e até mesmo por "gurus" e "messias". E, enquanto permitirmos isto, não somos quem realmente somos, mas aquilo que os outros desejam que nós sejamos para seu benefício.

    Foi isso que Krishnamurti viveu e combateu.

    "Vai tu e faze o mesmo".

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