domingo, 22 de maio de 2011

Técnicas de Meditação Para Eliminar o Ego



Segue umas considerações do nosso amigo Coronel, sobre o pensamento, no intuito de se eliminar o ego.


Somos verdadeiramente donos de nossos pensamentos? Observe em você mesmo se consegue comandá-los por mais de alguns segundos. Os pensamentos não são nossos; eles, os mais variados, apenas, estão nos chegando, nascendo continuamente. Por isso os gnósticos dizem que somos muitos “eus”; é que continuamente e conforme as circunstancias e as associações que eventos exteriores e interiores nos provocam, estamos ora com o “eu” bondoso, ora com o maldoso, o ambicioso, o político, o pervertido, o curioso, estudioso, preguiçoso e tantos mais. Como disse Paulo: “... como se tivéssemos algum pensamento como de nós mesmos, pois eles vêm de Deus”, e mais: “É o Senhor que opera em nós o pensar...” Então meu amigo, que queiramos ou não “pensamos” e pensamos que pensamos por nós mesmos. É uma total ilusão. O ego é “sensibilizado” pelos pensamentos e age de acordo com eles.

sábado, 21 de maio de 2011

Louvado Seja Deus que Não Sou Bom e Tenho o Egoísmo Natural das Flores





Ontem à tarde um homem das cidades
Falava à porta da estalagem.
Falava comigo também.
Falava da justiça e da luta para haver justiça
E dos operários que sofrem,
E do trabalho constante, e dos que têm fome,
E dos ricos, que só têm costas para isso.

O Observador é a Coisa Observada - Jiddu Krishnamurti



Tende a bondade de continuar a acompanhar-me um pouco mais. Esta matéria poderá ser um tanto complexa e sutil, mas, por favor, continuai comigo a investigá-la.

Pois bem; quando formo uma imagem a respeito de vós ou de qualquer coisa, tenho a possibilidade de observar essa imagem e, assim, há a imagem e o observador da imagem. Vejo uma pessoa, suponhamos, de camisa vermelha, e minha reação imediata é de gostar ou não gostar dessa camisa. O gostar ou não gostar é resultado de minha cultura, de minha educação, minhas relações, minhas inclinações, minhas características adquiridas ou herdadas. É desse centro que eu observo e faço meu julgamento, e, assim, o observador está separado da coisa que observa.

Pensar em Deus é Desobedecer a Deus



Pensar em Deus é desobedecer a Deus,
Porque Deus quis que não o conhecêssemos,
Por isso se nos não mostrou...

Sejamos simples e calmos,
Como os regatos e as árvores,
E Deus amar-nos-à fazendo de nós,
Belos como as árvores e os regatos,
E dar-nos-à verdor na sua primavera,
E um rio aonde ir ter quando acabemos...
E não nos dará mais nada, porque dar-nos mais
Seria tirar-nos mais.

Alberto Caeiro (Fernando Pessoa) IN: O Guardador de Rebanhos

A Questão dos Apegos - Ego, identidade, alteridade e o EU (Mooji)

 

Após assistir rapidamente alguns vídeos do Mooji, que me parece ser de alguma forma, seguidor da Filosofia do Nisargadatta, o que vemos é que, nós sofremos sempre pelos apegos que temos, e isto, mesmo quando estamos brigando com alguém. Estamos exigindo ATENÇÃO, quando brigamos, quando arrumamos um problema.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

A História de Buda - Fundamentos do Budismo


Meio milênio antes de Cristo, o príncipe hindu Sidarta Gautama deixou seu luxuoso palácio e sua família para seguir os passos da mendicância, do jejum, da meditação. E acabou criando uma religião que crê no homem e que, hoje, influencia cada vez mais pessoas no Ocidente. Com você, a fascinante história de Buda e de sua doutrina.


Há 3 000 anos começaram a se formar as principais filosofias e religiões que organizaram as visões de mundo do homem contemporâneo. Alguns filósofos, como o alemão Karl Jaspers, dão a essa época o nome de Era Axial. Axial diz respeito a eixo. Foi, portanto, quando o homem começou a buscar o seu eixo. Ou, segundo Jaspers, quando passamos a prestar atenção em nós mesmos. A Era Axial estende-se entre os séculos VIII e II a.C. “Nessa época, as pessoas discutiam sobre espiritualidade com o mesmo entusiasmo com que hoje se discute futebol”, diz a escritora inglesa Karen Armstrong, uma das mais respeitadas estudiosas de religião, autora de best-sellers como Maomé e Buda. Os historiadores ainda não sabem o que causou esse despertar para a religião e para a filosofia, nem por que ele se concentrou na China, no Mediterrâneo Oriental, na Índia e no Irã. Acredita-se que com as sociedades agrícolas, mais estáveis, o homem ganhou tempo extra para dedicar-se à contemplação.


Técnicas de Meditação - Vídeo


Técnicas de Meditação
 







Documentário Sobre a Meditação Budista - National Geographic


Documentário Sobre a Meditação Budista
 
 



Algumas Instruções Para a Prática da Meditação

 

Por Thich Nhat Hanh

“Eu sei que (…) há muitos que podem sentar na posição de lótus completo, o pé esquerdo apoiado sobre a coxa direita e o pé direito apoiado sobre a coxa esquerda. Outros podem sentar em meio lótus, o pé esquerdo apoiado sobre a coxa direita ou o pé direito sobre a coxa esquerda. Na nossa aula de meditação, em Paris, há pessoas que não conseguem sentar em nenhuma dessas posições e por isso ensino-lhes a maneira japonesa, ou seja, com os joelhos dobrados e o tronco apoiado sobre ambas as pernas. Pondo alguma espécie de acolchoado sob os pés, a pessoa pode facilmente permanecer nessa posição por hora ou hora e meia. Mas na verdade qualquer pessoa pode aprender a sentar em meio lótus, ainda que no início possa causar alguma dor. Gradualmente, após algumas semanas de treino, a posição se tornará confortável. No início, enquanto a dor ainda causar muito desconforto, a pessoa deve alterar a posição das pernas ou a posição de sentar. Para as posturas de lótus completo e meio lótus convém sentar-se sobre uma almofada, de forma a que os dois joelhos se apóiem contra o chão. Os três pontos de apoio dessa posição proporcionam uma grande estabilidade.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Iniciando a Prática Zen




Minha cadela não se preocupa com o significado da vida. Ela pode se preocupar
em receber ou não a refeição pela manhã, mas não se senta preocupada em
conseguir ou não a realização, a libertação, a iluminação. Desde que receba um pouco
de comida e afeto, a vida lhe corre bem. Porém nós, seres humanos, não somos como
os cães. Temos mentes centradas em si mesmas que nos remetem a muitos
problemas. Se não entendermos o equívoco em nossa forma de pensar, nossa
autopercepção, que é nossa maior bênção, torna-se também nossa perdição.
Todos nós acreditamos que, em certa medida, a vida é difícil, intrigante e opressiva.
Mesmo quando tudo corre bem, como acontece por certo tempo, preocupamo-nos que
ela não se mantenha assim. Dependendo de nossa história pessoal, chegamos à
idade adulta tendo muitos sentimentos desencontrados a respeito da vida. Se eu lhes
dissesse que sua vida já é perfeita, completa e inteira exatamente do jeito que está,
vocês pensariam que estou maluca. Ninguém acredita que sua vida é perfeita. No
entanto, existe no íntimo de cada um uma dimensão que sabe que somos ilimitados,
infinitos. Vemo-nos presos à contradição de encontrar a vida em meio a um quebracabeça
muito desconcertante, capaz de nos causar muitos sofrimentos; ao mesmo
tempo, temos uma vaga consciência da natureza ilimitada, infinita da vida. Desta
maneira, começamos a procurar uma resposta a esse enigma.
A primeira forma de procurar é buscar soluções fora de nós mesmos. No começo,
pode acontecer num nível bastante comum. Existem muitas pessoas no mundo que
acreditam que se tivessem um carro maior, uma casa mais bonita, férias melhores, um
patrão mais compreensivo, ou um parceiro mais interessante, suas vidas seriam muito
melhores.

Não há quem não pense assim. Lentamente, vamos descartando os "se ao
menos", essas coisas que nos fariam viver melhor. "Se ao menos eu tivesse isto, isso
ou aquilo, então minha vida seria outra." Na prática, todos estão com alguns desses
"se ao menos", na cabeça em algum momento, contudo aos poucos essas idéias vão
se desgastando. Primeiro, as mais grosseiras. Depois nossa busca dirige-se a níveis
mais sutis. Por fim, na procura pelo elemento externo a nós mesmos que, em nossa
expectativa, irá nos completar, voltamo-nos para uma disciplina espiritual.
Infelizmente, nossa tendência é considerar com a perspectiva anterior essa nova
possibilidade. Muitas das pessoas que buscam o Zen Center não crêem que a
resposta esteja num Cadillac mais novo, mas em alcançar a iluminação. Conseguiram
um novo recurso, um novo "se ao menos". "Se ao menos eu tivesse condição de
entender do que se trata a compreensão, seria feliz." "Se ao menos eu tivesse uma
pequena experiência de iluminação, seria feliz." Ao iniciarmos uma prática como o zen,
trazemos nossas noções habituais de estar chegando em algum lugar, de alcançar
alguma coisa -no caso, a iluminação - podendo a partir de então comer todos os
docinhos que antes nos tinham sido proibidos.

Toda a nossa vida consiste neste pequeno indivíduo, olhando à sua volta em busca
de objetos. No entanto, se você olha algo que é limitado -como o são o corpo e a
mente -e procura alguma coisa fora de si, esta coisa torna-se um objeto e também
deve ser limitado. Assim, existe alguma coisa limitada procurando algo limitado e, no
final, só fica maior aquela velha loucura que o vem tornando uma- pessoa tão infeliz.
Todos passam anos a fio consolidando uma visão condicionada da vida. Existe o
"eu" e existe essa "coisa" aí adiante que ou me fere ou me agrada. Nossa tendência é
levar a vida de modo a tentar evitar tudo o que nos magoe ou nos desagrade,
reparando nos objetos, nas pessoas ou situações que, a nosso ver, parecem nos
proporcionar dor ou prazer; evitaremos uns e perseguiremos outros. Sem exceção,
todos nós fazemos isso. Mantemo-nos distantes de nossa vida, olhando-a, analisando-a,
julgando-a, buscando respostas para perguntas como "O que ganho com isso? Vou
ter prazer ou conforto, ou será preciso que eu fuja?". Fazemos esse questionamento
de manhã à noite. Por trás de nossas fachadas agradáveis e amistosas ferve um
constrangimento considerável. Se eu pudesse raspar o verniz e ir um pouco mais
fundo do que a superfície de qualquer pessoa, encontraria medo, dor e uma ansiedade
desvairada.

Todos temos métodos para encobrir tais sentimentos. Comemos demais,
bebemos demais, trabalhamos demais; assistimos à televisão demais. Estamos
sempre fazendo algo para encobrir nossa ansiedade existencial básica. Algumas
pessoas vivem dessa forma até o final de seus dias. Essa situação piora conforme o
tempo vai passando. 0 que talvez não seja tão ruim quando você tem 25 anos
parecerá terrível quando chegar aos cinqüenta. Todos conhecemos aquelas pessoas
que já morreram e se esqueceram de deitar-se; elas têm uma mentalidade tão
contraída em seus pontos de vista limitados, que a convivência é muito penosa tanto
para quem está à sua volta como para elas mesmas. A flexibilidade, a alegria e o fluir
da vida já se foram. Essa possibilidade tão sombria ameaça a todos nós a menos que
acordemos para o fato de ser necessário trabalhar nossa própria vida, praticar. É
preciso que enxerguemos a miragem de que existe um "eu" destacado de um "aquilo".

Nossa prática consiste em anular essa distância. Apenas no momento em que nós e
os objetos nos tornarmos um, é que poderemos enxergar o que é nossa vida.
A iluminação não é algo que se atinge. É a ausência de alguma coisa. A vida
inteira, a pessoa vai atrás de algo, perseguindo suas metas. A iluminação está em
deixar tudo isso de lado. Entretanto, falar sobre ela não adianta muito. A prática
precisa ser executada por cada um. Não há o que a substitua. Podemos ler a seu
respeito durante mil anos e não adiantará de nada para nós. É preciso que todos nós
pratiquemos, e temos de fazer com todo nosso empenho pelo resto da vida.
O que de fato queremos é uma vida natural. Nossas vidas são tão artificiais que
realizar uma prática como a do zen, no começo, é bastante difícil. Porém, assim que
começarmos a vislumbrar que o problema da vida não é algo externo a nós, teremos
começado a percorrer o caminho. Quando o despertar se inicia, quando começamos a
perceber que a vida pode ser mais aberta e alegre do que até então pensáramos ser
possível, queremos praticar.

Entramos numa disciplina como a prática zen para podermos aprender a viver de
modo lúcido. O zen tem quase mil anos e seus defeitos já foram corrigidos; embora
não seja fácil, não é insano. É sensato e muito prático. Diz respeito à vida cotidiana.
Refere-se a trabalhar melhor no escritório, a criar melhor as crianças, e estabelecer
relacionamentos melhores. Levar uma vida mais lúcida e satisfatória deve decorrer de
uma prática equilibrada e lúcida. O que desejamos fazer é encontrar uma maneira de
trabalhar com a insanidade elementar que existe em função de nossa cegueira.
É preciso coragem para se sentar bem. O zen não é uma disciplina para todos.
Precisamos estar dispostos afazer algo que não é fácil. Se o fizermos com paciência e
perseverança, com a orientação de um bom instrutor, então, aos poucos, nossa vida
irá se aquietar, ficar mais equilibrada. Nossas emoções não serão mais tão
dominadoras. Enquanto sentamos, descobrimos que a primeira coisa, a mais
elementar, para trabalhar, é nossa mente caótica, ocupada. Estamos todos enredados
num pensar frenético e o problema da prática está em começar a trazer esse
pensamento para a claridade e o equilíbrio. Quando a mente fica limpa, clara,
equilibrada, e não mais prisioneira dos objetos, então poderá haver uma abertura e,
por um instante, nos , daremos conta de quem somos, na verdade.
Contudo, sentar não é algo que praticamos durante um ou dois anos com a idéia de
dominar a questão. Sentar é algo que praticamos a vida inteira. Não há limites para a
abertura possível ao ser humano. Eventualmente percebemos que somos a base
ilimitada e incontida do universo. Para o resto da vida, nossa incumbência será
abrirmo-nos cada vez mais a essa imensidão e expressá-la. Quanto maior for nosso
contato com essa realidade, mais aumentará nossa compaixão pelos outros, maiores
serão as alterações em nossa vida cotidiana. Viveremos, trabalharemos e nos
relacionaremos de modo diferente com as pessoas. O zen é um estudo para a vida
toda. Não é só sentar-se numa almofada durante trinta ou quarenta minutos diários.
Toda nossa vida torna-se uma prática, vinte e quatro horas por dia.
Gostaria agora de responder a algumas perguntas sobre a prática do zen e sua
relação com a vida pessoal.







domingo, 15 de maio de 2011

O Desafio das Provas: comentário do Espírito Miramez à questão 266 de O Livro dos Espíritos

 
 
O Livro dos Espíritos
 
Escolha das provas
 
266. Não parece natural que se escolham as provas menos dolorosas?
Resposta: “Pode parecer-vos a vós; ao Espírito, não. Logo que este se desliga da matéria, cessa toda ilusão e outra passa a ser a sua maneira de pensar.”


Comentário do Espírito Miramez

O Espírito, quando se encontra na erraticidade, não pensa em provas fáceis, principalmente o que já se acha desperto para a luz do entendimento. Ele vê seu caminho cheio de lutas e deseja lutar; reconhece que as coisas fáceis lhe trazem dificuldades inúmeras, capazes de lhe fazer voltar às tarefas terrenas para recomeçar de novo, enquanto quase todos que carregam o peso da carne já têm outros pensamentos, querendo ficar livres de todas as provas, e se lhes fosse dado escolher, já não escolheriam o que escolheram quando desencarnados, por estar a sua visão vedada pela baixa vibração como encarnado.

sábado, 14 de maio de 2011

O que é a Ilusão?



Ilusão é aquilo que nos identifica com o mutável, o perecível, todos nós estamos, de alguma maneira, sujeitos às ilusões de maya, que nos compele à sua natureza dual.

Para perceber a ilusão, o homem pode usar suas faculdades mentais, mas, para superá-las totalmente, terá de desvenciliar-se delas, pois corpo e mente são apenas ilusões criadas para que a alma cresça, somente o coração é que pode salvar-nos da ilusão...

COMEÇO A CONHECER-ME...


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===========
======
===
=

Não existo.


Começo a conhecer-me. Não existo.
Sou o intervalo entre o que desejo ser e os outros me fizeram,
ou metade desse intervalo, porque também há vida ...
Sou isso, enfim ...
Apague a luz, feche a porta e deixe de ter barulhos de chinelos no corredor.
Fique eu no quarto só com o grande sossego de mim mesmo.
É um universo barato.


Álvaro de Campos - Fernando Pessoa

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Liberte-se do Medo e do Egoísmo - Jiddu Krishnamurti





O Egoísmo - A Ânsia de Prestígio — Os Temores e o Medo Total - A Fragmentação do Pensamento — A Cessação do Medo

Antes de irmos mais adiante, eu desejava perguntar-vos qual é o vosso interesse fundamental, constante, na vida. Pondo de parte quaisquer respostas equívocas, e encarando a questão direta e honestamente, que responderíeis? Sabeis?

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Para Além da Curva da Estrada




Para além da curva da estrada
Talvez haja um poço, e talvez um castelo,
E talvez apenas a continuação da estrada.
Não sei nem pergunto.

Enquanto vou na estrada antes da curva
Só olho para a estrada antes da curva,
Porque não posso ver senão a estrada antes da curva.
De nada me serviria estar olhando para outro lado
E para aquilo que não vejo.

Importemo-nos apenas com o lugar onde estamos.
Há beleza bastante em estar aqui e não noutra parte qualquer.
Se há alguém para além da curva da estrada,
Esses que se preocupem com o que há para além da curva da estrada,
Essa é que é a estrada para eles.

Se nós tivermos que chegar lá, quando lá chegarmos saberemos.
Por ora só sabemos que lá não estamos.
Aqui há só a estrada antes da curva, e antes da curva
Há a estrada sem curva nenhuma.

Alberto Caeiro - Fernando Pessoa "Poemas Inconjuntos"

Como Vencer o Ego


  
A maioria das pessoas é condicionada pelas sociedades às quais pertencem a aplicar rótulos conceituais à
cadeia em constante mutação dos fenômenos mentais e materiais. Por exemplo, quando olhamos atentamente
para uma mesa, ainda a rotulamos, de modo instintivo, como uma mesa apesar dela não ser uma coisa
única, mas algo composto de várias partes diferentes: uma parte superior, as pernas, as laterais, uma parte de
trás e uma parte da frente. Na verdade, nenhuma dessas partes poderia ser identificada como a própria
mesa . Na verdade, mesa foi só um nome que aplicamos a um fenômeno que surge e se dissolve
rapidamente e que meramente produz a ilusão de algo definitivo ou absolutamente real.

terça-feira, 10 de maio de 2011

O que é o Ego?


Imagine uma pessoa que subitamente acorda num hospital depois de sofrer um acidente
de carro na estrada, e percebe que está com amnésia total. Por fora, tudo está intacto: ela tem o
mesmo rosto, a mesma forma, os sentidos e a mente estão lá, mas não tem a menor idéia ou o
menor vestígio de memória de quem é. Exatamente do mesmo modo, não conseguimos nos lembrar
da nossa verdadeira identidade, nossa natureza original. Freneticamente e na realidade apavorados,

A Humanidade Odeia Cristo - Pai Joaquim de Aruanda


João - Cap 15 – v18 “Se o mundo odeia vocês lembrem-se que me odiou primeiro.”

O mundo odeia os Jesus Cristos, no plural, aqueles que vivem como Jesus viveu. É neste sentido que estou falando de hipocrisia. A humanidade diz que ama Jesus Cristo, ama o Cristo, mas odeia os Jesus Cristos.

A humanidade ama o Cristo mas odeia aquele que quebra as leis.

A humanidade ama o Cristo, mas é o primeiro a condenar e acusar aqueles que são pegos em flagrante delito.

Mas o Cristo não fez isto. Quando a mulher adultera lhe foi apresentada, o Cristo disse: “quem não tem pecado que atire a primeira pedra”, e quando ninguem mais ficou, ele disse: “se ninguem lhe condena não sou eu que vou lhe condenar”.

O mundo detesta os Jesus Cristos, detesta aqueles que não seguem rigorosamente a lei humana. Mas só que para não seguir “a lei humana”, os Jesus Cristos, aqueles que buscam o caminho que leva a Deus, praticam o perdão: “Pai, perdoa porque ele não sabe o que faz”.

Krishnamurti - A Busca do Prazer



Como o desejo do prazer conduz à dor - O pensamento nunca é novo, porque ele é fruto da memória

No capítulo precedente, dissemos que a alegria era uma coisa inteiramente diferente do prazer; por conseguinte, vejamos o que está implicado no prazer e se é possível viver-se num mundo em que não exista o prazer, porém um extraordinário estado de alegria, de bem-aventurança.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Fundamentos da Filosofia Vedanta - Swami Vivekananda (Excertos)




Excertos de "A Meditação Segundo a Vedanta", IN: Meditação e Métodos, Swami Vivekananda

POR QUE DEUS?

            Já me perguntaram muitas vezes:  "Por que você usa aquela velha palavra, Deus?"  Porque é
a melhor palavra para o nosso objetivo;  você não pode encontrar melhor palavra que esta, porque todas as esperanças, aspirações e felicidade da humanidade têm sido centralizadas naquela palavra.  É agora impossível mudar tal palavra.  Palavras como esta foram primeiramente cunhadas por grandes santos que verificaram sua importância e compreenderam seu significado.  Mas, quando se tornam comuns na sociedade, os ignorantes se apossam dessas palavras e o resultado é que elas perdem seu espírito e sua glória.  A palavra Deus tem sido usada desde tempos imemoriais e a idéia desta inteligência cósmica e de tudo que é grandioso e sagrado, se associa a ela.  Você acha que, porque alguns tolos dizem que não está certo, deveríamos desprezá-la?  Algum outro homem pode chegar dizendo "Use esta palavra" e ainda outro "Utilize tal palavra".  Assim não haverá fim para palavras tolas.  Use a velha palavra, use-a somente no verdadeiro sentido, limpe-a de toda superstição e tenha plena consciência do que significa esta grande e antiga palavra.  (II. 210).

domingo, 8 de maio de 2011

Depus a Máscara



Depus a máscara e vi-me ao espelho. —
Era a criança de há quantos anos.
Não tinha mudado nada…
É essa a vantagem de saber tirar a máscara.
É-se sempre a criança,
O passado que foi
A criança.
Depus a máscara, e tornei a pô-la.
Assim é melhor,
Assim sem a máscara.
E volto à personalidade como a um términus de linha.

Álvaro de Campos (Fernando Pessoa)

Krishnamurti - O Percebimento



Continuando os estudos sobre o livro "Liberte-se do Passado"

Ao vos tornardes cônscio do vosso condicionamento compreendereis a totalidade de vossa consciência. A consciência é o campo total onde funciona o pensamento e existem as relações. Todos os motivos, intenções, desejos, prazeres, temores, inspiração, anseios, esperanças, dores, alegrias, se encontram nesse campo. Mas nós dividimos a consciência em ativa e latente, em nível superior e nível inferior; quer dizer, na superfície todos os pensamentos, sentimentos e atividades de cada dia e, abaixo deles, o chamado subconsciente, as coisas que não nos são familiares, que ocasionalmente se expressam por meio de certas sugestões, intuições e sonhos.

Fundamentos Epistemológicos da Filosofia Advaita de Nisargadatta Maharaj

A Filosofia Advaita de Nisargadatta Maharaj - ou "Filosofia do Não-dualismo"

De acordo com Sri Nisargadatta o objetivo da espiritualidade é saber quem você é, um ponto de vista que ele expôs nas conversas que deu em seu humilde apartamento em Khetwadi, Mumbai , onde um quarto “mezzanine” foi criado para ele receber discípulos e visitantes. Esta sala também foi utilizada para o cânticos diários , bhajans (canções devocionais), sessões de meditação e discursos.

Tudo o que existe são realidades criadas pela mente (Vídeo)

Tudo o que existe são realidades criadas pela mente







sábado, 7 de maio de 2011

Filosofia Vedanta-advaita: auto-conhecimento em Nisargadatta Maharaj




Pergunta: Quando olho para dentro de mim, encontro sensações e percepções, pensamentos e sentimentos, desejos e medos, memórias e expectativas. Estou imerso nesta nuvem e não consigo ver nada mais.


Nisargadatta: Aquele que vê tudo isso, e o nada também, é o mestre interno. Apenas ele existe; todo o resto apenas parece existir. Ele é seu próprio ser (swarupa), sua esperança e garantia de liberdade; encontre-o e agarre-se a ele e você será salvo e estará seguro.
Ver o falso como falso é meditação. Isto deve ser contínuo, o tempo todo.
Posso falar-lhe sobre mim. Eu era um homem simples, mas confiei em meu Guru. O que ele me disse para fazer, eu fiz. Ele disse que me concentrasse no “Eu sou” – assim o fiz. Ele me disse que eu estou além de tudo o que é perceptível e concebível – eu acreditei. Dei a ele meu coração e minha alma, minha completa atenção e todo meu tempo disponível (eu tinha que trabalhar para manter minha família). Como resultado da fé e esforço dedicado, eu realizei o Ser (swarupa) em três anos.
Estabeleça-se na consciência de “Eu sou”. Este é o começo e também o fim de todo o esforço.
Para saber o que você é, você deve primeiro saber e investigar o que você não é. E para saber o que você não é, você deve observar-se cuidadosamente, rejeitando tudo o que necessariamente não combina com o fato básico “Eu sou”.

O Pregador de Verdades Dele


Ontem o pregador de verdades dele
Falou outra vez comigo.
Falou do sofrimento das classes que trabalham
(Não do das pessoas que sofrem, que é afinal quem sofre).
Falou da injustiça de uns terem dinheiro,
E de outros terem fome, que não sei se é fome de comer.
Ou se é só fome da sobremesa alheia.
Falou de tudo quanto pudesse faze-lo zangar-se.





Que feliz deve ser quem pode pensar na infelicidade dos outros!
Que estúpido se não sabe que a infelicidade dos outros é deles,
E não se cura de fora,
Porque sofrer não é ter falta de tinta
Ou o caixote não ter aros de ferro!


Haver injustiça é como haver morte.
Eu nunca daria um passo para alterar
Aquilo a que chamam a injustiça do mundo.
Mil passos que desse para isso
Eram só mil passos.
Aceito a injustiça como aceito uma pedra não ser redonda,
E um sobreiro não ter nascido pinheiro ou carvalho.


Cortei a laranja em duas, e as duas partes não podiam ficar iguais
Para qual fui injusto – eu, que as vou comer a ambas?


"Poemas Inconjuntos". IN: Poemas Completos de Alberto Caeiro  (Fernando Pessoa)

O que é o Ego? - como e por quê o ego é criado socialmente


Ego: o falso centro - Osho

 

O primeiro ponto a ser compreendido é o ego.
Uma criança nasce sem qualquer conhecimento, sem qualquer consciência de seu
próprio eu. E quando uma criança nasce, a primeira coisa da qual ela se torna
consciente não é ela mesma; a primeira coisa da qual ela se torna consciente é
o outro. Isso é natural, porque os olhos se abrem para fora, as mãos tocam os
outros, os ouvidos escutam os outros, a língua saboreia a comida e o nariz
cheira o exterior. Todos esses sentidos abrem-se para fora.
O nascimento é isso.

Superando a Mediocridade Socialmente Instituída- como o medo é gerado pelo pensamento e pela memória e os meios de livrar-se dele



Direis que é mais satisfatório ajudar o próximo do que pensar em si mesmo. Qual a diferença? Isso continua a ser interesse em si próprio. Se encontrais maior satisfação em ajudar os outros, estais interessado numa coisa que vos proporciona uma satisfação maior. Por que admitir qualquer conceito ideológico a esse respeito? Por que essa maneira dupla de pensar? Por que não dizer: "O que realmente desejo é satisfação, seja sexual, seja ajudando os outros ou tornando-me um grande santo, um grande cientista ou político"? Trata-se do mesmo processo, não achais? Satisfação, de todas as maneiras, sutis ou óbvias, é o que desejamos. Dizendo que desejamos liberdade, desejamo-la porque nesse estado se encontra uma satisfação maravilhosa, e a satisfação máxima, naturalmente, é essa peculiar idéia de auto-realização. O que na verdade estamos buscando é uma satisfação, sem nenhum vestígio de insatisfação.


A Comovente História de Vida e a Mensagem de Krishnamurti (Vídeo)

A Humanidade e o Conflito



sexta-feira, 6 de maio de 2011

A Comovente História de Jiddu Krishnamurti (Vídeo)




Sobre a Filantropia e a Caridade Material



Apesar de parecer fato consumado o "auxílio ao próximo", "amor aos irmãos", "caridade com o outro", será mesmo que estamos - seja qual for a modalidade de auxílio - fazendo a caridade no sentido em que ela foi explanada por Paulo de Tarso?

Não quero que vejam uma crítica aos que se dedicam à criação de sítios e fóruns para a divulgação de mensagens de ânimo ou aos que se dedicam à obras de benemerência social, como segurança alimentar, albergues noturnos, creches, asilos, e até mesmo os que trabalham no serviço mediúnico de atendimento à entidades desencarnadas. Não é uma crítica.

O Problema dos Condicionamentos Sociais - Jiddu Krisnhamurti



Mas, como ser livre para olhar e aprender, quando nossa mente, da hora do nascimento à hora da morte, é moldada, por uma determinada cultura, no estreito padrão do "eu"? Há séculos vimos sendo condicionados pela nacionalidade, a casta, a classe, a tradição, a religião, a língua, a educação, a literatura, a arte, o costume, a convenção, a propaganda de todo gênero, a pressão econômica, a alimentação que tomamos, o clima em que vivemos, nossa família, nossos amigos, nossas experiências — todas as influências possíveis e imagináveis — e, por conseguinte, nossas reações a cada problema são condicionadas.


quinta-feira, 5 de maio de 2011

A Conquista da Liberdade - Jiddu Krisnhamurti



A Conquista da Liberdade - Libertando-se da Autoridade

O homem que diz: "Desejo mudar, dizei-me como consegui-lo" — parece muito atento, muito sério, mas não o é. Deseja uma autoridade que ele espera, estabelecerá a ordem nele próprio. Mas, pode algum dia a autoridade promover a ordem interior? A ordem imposta de fora gera sempre, necessariamente, a desordem. Podeis perceber essa verdade intelectualmente, mas sereis capaz de aplicá-la de maneira que vossa mente não mais projete qualquer autoridade — a autoridade de um livro, de um instrutor, da esposa ou do marido, dos pais, de um amigo, ou da sociedade? Como sempre funcionamos segundo o padrão de uma fórmula, essa fórmula torna-se  ideologia e autoridade; mas, assim que perceberdes realmente que  a pergunta "como mudar?" cria uma nova autoridade, tereis acabado com a autoridade para sempre.


Entrevista: Jiddu Krishnamurti fala sobre Auto-conquista interior (Vídeo)








segunda-feira, 2 de maio de 2011

De Ptolomeu a Einstein: uma breve história da cosmologia

Durante séculos, desde Pitágoras a Galileu, acreditou-se no dogma do "círculo perfeito". Ora, um círculo é uma figura geométrica "perfeita", logo, os movimentos dos orbes celestes são circulares - argumentaram ao longo dos evos filósofos naturais de todos os tempos. Até mesmo Galileu perseverou na crença desse dogma infundado, mas que também gerou descobertas em outras áreas da ciência: graças ao dogma do Círculo Perfeito, o inglês William Harvey descobriu a circulação sangüínea.