quarta-feira, 13 de abril de 2011

Meditação e Yoga - Prática do Desapego ao Mundo




INTRODUÇÃO

 
Jesus, foi o grande mestre do ocidente. Ele já nasceu pobre, ao contrário de Sidarta Gautama, o Buda. Mas ambos tiveram um mesmo objetivo: ensinar a todos o desprezo ao mundo, porque a alma não é deste mundo. Estamos aqui de passagem. “O meu reino não é deste mundo”.

E, o mestre Vivekananda – discípulo de Sri-Ramakrishna – vem retomar as lições de Jesus e de Buda na prática.

Assim como Jesus, Buda teve grandes tentações. Sidarta Gautama nasceu filho de reis, e portanto era príncipe. Antevendo a ilusão do mundo material e suas falsas promessas de felicidade e ventura, tornou-se mendigo, e foi para o bosque meditar. Sua primeira tentação é a visita de um ilustre rei, que, ao vir honrá-lo pelo seu intento de se tornar Buda, tenta demovê-lo de seu propósito: “Oh! Grande meditador! Tu nasceste para reinar entre os homens, e pregar entre eles, a virtude. Vós não nascestes para a mendicância, mas sim para lavrar leis e comandar os homens para uma sociedade perfeita”. E Buda simplesmente responde: “Oh Rei! Poderá o peixe que escapou do anzol estar com fome da isca?? Poderá o pássaro que se encontra livre estar enamorado de sua gaiola”?? Eis a primeira tentação de Buda.

As demais tentações consistem em visões de mulheres nuas, enviadas por Maya (ilusão cósmica) e por fim, em visões de monstros com o fito de atemorizar Buda. E Maya, ante o silêncio de Buda exclama revoltado: “Parece que ele não tem sentidos!”.

E essa foi a grande descoberta de Buda: que o eu (ou ego) é uma ilusão! Ora, uma vez tendo desbancado o conceito e pseudo-realidade do eu, Buda logo reconhece que o tu é uma ilusão, e com isso, desconstrói e faz desvanecer todos os pares de opostos.

No amanhecer daquele dia – narra o historiador – Buda atingiu a onisciência, ou seja, tornou-se deus.



E esta, é a mensagem da Filosofia Vedanta que o grande mestre Vivekananda vem nos ensinar: que somos deuses (assim como o mestre Jesus já nos havia informado), e que nos falta apenas entrar em sintonia com Deus para vermos que “eu e o Pai somos um”.

Não somos deste mundo. “Eu não sou do mundo, por isso o mundo me odeia” (Jesus).

Estamos complacentes e coniventes em sermos do mundo, e por isso, aparentemente se torna difícil a prática.

“Viver no mundo sem ser do mundo”...

Em “Karma Yoga”, mestre Vivekananda nos diz que, os pais de família e aqueles que escolheram fazer o bem na sociedade, não devem se identificar com suas obras: devemos amar nossos filhos, construir cidades, amar a humanidade, mas sem buscar resultados. Essa é uma maneira: viver mergulhado no mundo, sem ser do mundo, e isto só é possível através do trabalho, servindo a tudo e a todos, sem buscar resultados e recompensas. Sem nos apegar a nada, e a ninguém. A isto se chama devoção ou servir a Deus através do homem, porque o homem é a maior manifestação de Deus. 

E, há outro método, mais difícil um pouco, que é a abnegação ou renúncia, que é renunciar a tudo no mundo para unicamente servir a Deus.

Vamos meditar? 



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