sábado, 23 de abril de 2011

Máscaras de Deus



Máscaras de Deus!


Nesse momento crucial em que as teorias científicas e a razão ocidental perde o fôlego, sucumbida nos seus esforços incansáveis de perscrutar o mundo e o universo EXTERIOR, a Filosofia Oriental resgatada, de um lado pelos seus adeptos na internet, e de outro, pela Antropologia do Conhecimento, cujos estudos já estão formalizados na cátedra, vem figurar à conta de "ciência desconhecida" e incompreendida pela mentalidade ocidental. Ciência essa, que têm os seus métodos, e, à maneira das exigências de Testabilidade e Comprovação Experimental, por parte da ciência ocidental, esse Mundo Interior renegado pela ciência do ocidente, pode ser conhecido e experimentado. E não só isso: os experimentos, podem ser repetidos por outros.


É assim que, a descoberta do "não-eu" ou "não-ser" por Gautama, o Buda, pode ser feita por qualquer um de nós, desde que sigamos os métodos da Filosofia Oriental, que dá origem a uma ciência que foi menosprezada secularmente pela mentalidade dualista. O newtonianismo - Universo como máquina ou Deus ex machina - e o cartesianismo que dá novo impulso ao pensamento dualista a partir do século XVII, dão mostras de esgotamento, quando existe uma CONSTATAÇÃO de que os seus métodos são voltados para a exploração e destruição da mãe Terra, e de todos os seres vivos gerados por essa mãe generosa, sem atentar para o fato de que, tudo o que existe são MÁSCARAS DE DEUS.

Mas se preferem viver no faz-de-conta... Os "macacos dotados de auto-consciência", supõem que a sua ciência e a sua tecnologia são capazez de gerar o paraíso terrestre, mas sob a lógica da exclusão social, uma vez que a riqueza só pode existir a partir da concentração de renda, e, uma vez que se consideram apenas, no imenso rol de possibilidades elencados pela Física Quântica, apenas os pressupostos de sua ciência mecanicista e dualista.

E, a sociedade em que vivemos, vem reproduzindo padrões de comportamentos de há milhares de séculos, vigentes, e, vive a ILUSÃO de que é possível estabelecer e firmar a felicidade terrena. Mas como? A constatação verídica da morte, como desintegradora de invólucros materiais como o corpo físico, o psicossomático (perispírito), o ego e o corpo mental entre outros, mostra de maneira nua e crua, que vivemos num mundo de impermanência, e que, como apontou Buda, tentar fincar as bases de uma felicidade material não é senão um processo de gerar o sofrimento, uma vez que, as vicissitudes - alternância entre prazer e dor - configuram dois lados de uma mesma moeda. Somente a Filosofia Oriental, sendo agora compreendida e deslindada sua preciosa sabedoria prática, é que pode mostrar ao ser humano ou Espírito Humanizado, a sua verdadeira Natureza: que é um Espírito (Atman), vinculado inexoravelmente com Deus (Brahman, ou a Realidade Absoluta).

3 comentários:

  1. Discernimento


    Ninguém se arriscava a passar por um caminho onde uma cobra venenosa tinha feito sua moradia. Certa vez, um homem sábio passava tranqüilamente pelo caminho tão temido, desconhecedor de que ali vivia a tal serpente. Subitamente, ao sentir as vibrações e o calor do homem, a serpente levantou a cabeça, desenrolou o enorme corpo e aprontou-se para o bote. O homem, ao avistá-la, pronunciou uma fórmula mágica e ela caiu aos seus pés. A cobra, amansada pela força da magia e pelo destemor, olhava atenta para o sábio.

    - Minha amiga - perguntou ele à cobra -, você tem a intenção de me morder?

    A cobra, espantada, não abriu a boca.

    - Por que você ataca as pessoas desavisadas, fazendo mal a elas? Eu vou lhe ensinar uma fórmula mágica poderosa, e você vai repeti-la constantemente. Desse modo, aprenderá a amar a Deus e aos seres de Deus e, ao mesmo tempo, perderá a vontade de fazer mal aos outros e agredir indiscriminadamente.

    O homem murmurou a fórmula no ouvido da cobra. Ela agradeceu, balançando a cabeça, e voltou para o buraco que a abrigava. Desse dia em diante, passou a levar uma vida inocente, dócil e pura, sem sentir desejo de atacar ninguém.

    Passados alguns dias, as crianças do lugarejo perceberam a mudança de comportamento da cobra e, pensando que ela tinha perdido o veneno, começaram a maltratá-la. Atiravam-lhe pedras e cutucavam seu corpo roliço com gravetos pontiagudos, machucando o pobre animal. Gravemente ferida, a cobra não reagia e voltava desconsoladamente para o seu abrigo. Tempos depois, o sábio voltou a passar pelo caminho e procurou sua amiga serpente, mas não a encontrou. As crianças disseram que ela havia morrido. Ele sabia que Deus é poderoso e que não permitiria que ela morresse sem ter solucionado o grande problema da vida, isto é, o autoconhecimento pela realização do divino. Continuou a chamar por ela. Finalmente, surgiu o animal arrastando-se, tão magro como um esqueleto, e parou aos pés do mestre.

    - Minha amiga, como você está?

    - Muito bem. Vai tudo bem, graças a Deus.

    - Mas por que você está tão magra e fraca?

    - Como o mestre me ensinou, procuro não fazer mal a nenhuma criatura. Alimento-me só de folhas. Por isso emagreci.

    - Não, não deve ser apenas a mudança de alimentação. Deve haver outra razão. Pense um pouco!

    - Ah, sim! Agora me lembro. Uns meninos malvados me bateram e me feriram. Eles não sabiam que eu não mordia mais e me atacaram por medo.

    - Minha boa amiga, eu lhe recomendei não morder. Não a proibi de silvar para afastar os importunos e mostrar quem você é.
    2007/08/13 enviada por WebMaster

    Autoria de Sri Ramakrishna

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  2. \*************/.............
    ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

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  3. Hum... Bom Dia, Cris! Muito interessante, quase que eu ia chorar, mas com o desfecho da estória, agora, vou passar o resto do dia a meditar sobre o significado da estória.

    Bjuxxxx

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